| Por Fernando Rebouças |
Foi um náufrago português, acolhido no Espírito Santo, no início do século XVI, pelos índios tupinambás, tribo que o batizou de Caramuru. O contato com índios lhe rendeu melhor contato com os primeiros administradores e missionários. É considerado o fundador do município de Cachoeiras, na Bahia.
Recebeu do chefe da tribo uma de suas filhas, conhecida na tribo como “Paraguaçu”. A índia foi batizada na França em 1528, recebendo o nome de Catarina Álvares Paraguassu, em homenagem a Catherine des Granches.
Aliou-se aos portugueses. Durante quarenta anos no Brasil, manteve contato com navios da Europa que aportavam na Bahia. Esta relação comercial permitiu a sua viagem com sua esposa à França.
Diogo Álvares Correia contribuiu em facilitar o contato entre nativos, missionários e administradores. Três filhos de Correia junto com seu genro, ingressaram na armada como cavaleiros por decisão de Tomé de Sousa.
Caramuru também é título de um poema épico inspirado na história de Correia, escrito por Frei José de Santa Rita Durão. O poema é composto por dez cantos dividido em cinco partes: proposição, invocação, dedicação, narração e epílogo.
Na nona estrofe do primeiro canto, há a narração do naufrágio do navio de Diogo Álvares Correia, que ao lado de sete companheiros de embarcação, consegue se salvar.
No poema, são acolhidos pelos índios com temor e desconfiança. Um dos marinheiros, ao falecer, tem seu corpo consumido pela tribo. Mesmo recluso numa gruta, Correia passaria a andar armado, sem os índios perceberem ao utilizar a espingarda como cajado. Ao demonstrar domínio sobre a pólvora e o fogo, Correia conquista a confiança dos indígenas.
Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Caramuru
http://www.sokarinhos.com.br/HISTORIA/histbr_07.htm
http://www.mundovestibular.com.br/articles/439/1/CARAMURU—Santa-Rita-Durao-Resumo/Paacutegina1.html
| Data de publicação: 01/01/2010 Categorias: Biografias |
Imprimir | Recomendar | Link |





