| Por Fernando Rebouças |
Era filho de José Tomás Nabuco de Araújo e de Ana Benigna Barreto Nabuco de Araújo. Seu pai era senador, jurista e político baiano. Joaquim Nabuco estudou no Colégio Pedro II, na cidade do Rio de Janeiro. Tornou-se bacharel em Letras.
Casou-se com Evelina Torres Ribeiro, filha de José Antônio Soares Ribeiro, o I Barão de Inhoã. Teve cinco filhos: Maurício (diplomata), Joaquim (sacerdote), Carolina (escritora), Mariana e José Tomas.
Foi para São Paulo e m1865, para cursar direito. Concluiu o curso em 1870, na cidade de Recife. Ingressou no serviço diplomático, trabalho como adido de primeira classe em Londres e Washington entre os anos de 1876 a 1879.
Era oposto à escravidão, e contra ela lutou em suas atividades políticas e como escritor. Em 1879, na Câmara dos Deputados, realizou campanha contra a escravidão, na época, fundou a Sociedade Antiescravidão Brasileira.
A instituição viria a influenciar a abolição de 1888. Joaquim Nabuco passou a residir no Rio de Janeiro depois de eleito deputado por Pernambuco. E m1883, já havia publicado em Londres a obra “O Abolicionismo”.
Depois da Proclamação da República, em 1889, manteve-se convicto a favor da monarquia, negando-se servir ao novo governo republicano como diplomata, afastado da vida pública, passou a se dedicar exclusivamente aos estudos. Nessa época, viveu no Rio de Janeiro, trabalhou como advogado e jornalista.
Era colaborador da “Revista Brasileira” e amigo de Machado de Assis, José Veríssimo e Lúcio de Mendonça. Retornou a exercer a diplomacia em 1901, como embaixador do Brasil em Londres e posteriormente em Washington.
No ano de 1906, presidiu, no Rio de Janeiro, a III Conferência Panamericana que visava unir os países das Américas. Em 1908, tornou-se doutor em letras pela Universidade de Yale (EUA), e foi o orador da colação de graus da Universidade de Chicago e Universidade de Wisconsin.
Também morou na Inglaterra e na França. Ajudou a fundar a ABL – Academia Brasileira de Letras- junto com seus amigos literatos Machado de Assis, José Veríssimo e Lúcio de Mendonça. Sua cadeira na ABL tinha como patrono Maciel Monteiro. Conta a história que Machado de Assis tinha uma foto de Nabuco em sua casa.
Trecho de um discurso de Joaquim Nabuco:
“A nossa constituição não é imagem dessas catedrais góticas edificadas a muito custo e que representam no meio da nossa civilização adiantada, no meio da atividade febril do nosso tempo, épocas de passividade e de inação; a nossa constituição é pelo contrário de formação natural, é uma dessas formações como a do solo onde camadas sucessivas se depositam; onde a vida penetra por toda a parte, sujeita ao eterno movimento, e onde os erros que passam ficam sepultados sob as verdades que nascem.”
Fontes:
http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u603.jhtm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Joaquim_Nabuco
| Data de publicação: 11/02/2010 Categorias: Biografias |
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