Luís Carlos Prestes

Por Tiago Ferreira da Silva
Gaúcho de Porto Alegre, Luís Carlos Prestes foi um dos principais disseminadores das ideias comunistas no Brasil. Nascido em 3 de janeiro de 1898, formou-se em Engenharia pela Escola Militar do Realengo em 1919, no Rio de Janeiro.

A primeira revolta liderada por Prestes ocorreu em 1924, com a Coluna Prestes, manifestando a aversão dos tenentes à oligarquia dominante durante o governo de Arthur Bernardes. Eles lutavam a favor do voto secreto e de reformas políticas e sociais. Vale lembrar que nesta época a presidência do Brasil era alternada pela elite cafeicultora de São Paulo e Minas Gerais, resultando na política do “café-com-leite”.

A Coluna Prestes era formada por mais de 1.500 homens e percorreu durante dois anos e meio cerca de 25.000 km do território brasileiro, incitando cidadãos a não apoiarem a elite política que dominava o governo.

Em 1927, Prestes foi obrigado a se exilar na Bolívia, onde estudou a teoria marxista e as obras de Lênin. Foi convidado a integrar o Partido Comunista Brasileiro (PCB), mas recusou o pedido para estudar ainda mais sobre o comunismo. Três anos depois, também recusaria a chefia militar da Revolução de 1930, que tinha Getúlio Vargas como líder.

Com a Revolução Russa estourando no outro lado do mundo, Prestes viaja até lá e trabalha como engenheiro, aprofundando seus estudos sobre o marxismo-leninismo. Conhece a integrante do Partido Comunista alemão Olga Benário em Moscou e planeja a volta ao país de origem em 1935.

Luís Carlos Prestes, no Brasil, é nomeado líder da Aliança Nacional Libertadora (ANL), clamando o fim da Era Vargas, que havia posto o Partido Comunista na ilegalidade.

Em março de 1936, Vargas ordena a prisão efetiva de Prestes e sua mulher, Olga, que estava grávida. Sua filha Anita nasce na prisão e Olga é deportada para um campo de concentração nazista na Alemanha, onde morre numa câmara de gás em 1942.

Prestes sai da prisão após o fim da ditadura do Estado Novo e casa-se com Maria, com quem viveria até a morte e teria vários filhos.

Durante a instauração da Ditadura Militar em 1964, Luís Carlos Prestes foi cassado por apoiar firmemente as propostas de reformas de base e política de João Goulart. Na tentativa de tirar o PCB da ilegalidade, Prestes foi condenado a 15 anos de prisão, mas conseguiu fugir e exilou-se na União Soviética.

A Lei da Anistia de 1979 foi crucial para seu retorno ao país, mas, quando tentou reassumir a liderança do PCB, não conseguiu convencer seus membros a acatarem suas ordens que, segundo eles, eram rígidas demais. Em 1982, ele se desvincula do partido.

Em 1989, Prestes apoia a candidatura de Leonel Brizola à Presidência da República, sem estar ligado a nenhum partido. No início de 1990, ele é internado devido a graves problemas de saúde, vindo a falecer no dia 7 de março, no Rio de Janeiro.

Fontes:
http://educacao.uol.com.br/biografias/luis-carlos-prestes.jhtm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Luís_Carlos_Prestes


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