| Por Felipe Araújo |
Araújo de Lima foi eleito após a abdicação do regente Diogo Feijó. Disputou acirradamente com o liberal Antônio Francisco de Paula Holanda Cavalcanti, mas um fator foi decisivo na vitória de Araújo Lima: As revoltas que estouravam pelo país, tendo como maior exemplo a Sabinada de 1837. Isso fez com que a proposta conservadora de Araújo Lima agradasse os setores que estavam sendo ameaçados, como as oligarquias rurais e a própria classe política.
Seu primeiro ato ficou conhecido pela criação do “ministério das capacidades”, que foi formado por: Joaquim José Rodrigues Torres, futuro Visconde de Itaboraí, para a Marinha, Maciel Monteiro nos assuntos Estrangeiros, Miguel Calmon para a Fazenda e, por fim, Sebastião do Rego Barros na Guerra, todos considerados regressistas.
O objetivo desta nova formação política era fortalecer o poder Executivo, eliminar os núcleos de revoltosos e anarquistas; e restabelecer a ordem no Brasil. Um dos argumentos utilizados por Araújo de Lima e seus nomeados foi o de que a “baderna” era fruto do princípio democrático que dominara os primeiros anos de regência e também a criação do Ato Adicional de 1834, apelidado pelos conservadores de “carta de anarquia”.
Foi com esta argumentação que Araújo de Lima, junto à seu gabinete, homologou, em maio de 1840, a chamada Lei Interpretativa do Ato Adicional, que revisou alguns pontos da reforma de 1834. Para muitos historiadores, esta lei representou um grande retrocesso na política brasileira, pois o Ato Adicional foi a conquista que mais se aproximou de um sistema democrático na época do Brasil Império.
Com a reforma do Ato Adicional, as províncias perderam quase toda sua participação política. A nova interpretação centralizava o poder do governo central, que poderia nomear funcionários públicos e funcionários de polícia e justiça aos cargos governamentais. Mas os liberais já tramavam uma maneira de derrubar Araújo de Lima e, assim, se uniram ao jovem Dom Pedro II para planejar o Golpe de Maioridade.
Então, em julho de 1840, não suportando mais a agitação do povo e do partido liberal, Araújo de Lima e seu partido sucumbiram ao Golpe de Maioridade, que coroou Dom Pedro II e lhe deu autoridade para por fim às disputas políticas. Porém, mesmo que este golpe representasse um avanço liberal, o início do Segundo Reinado não deu uma nova configuração às práticas políticas da época.
A maioria dos liberais e dos conservadores pertencia à elite latifundiária que se uniu por um mesmo projeto político na época de Araújo de Lima. Sendo assim, a vitória liberal que desencadeou o fim da regência não mudou em absolutamente nada as regalias e direitos dos grupos que controlavam o país até então.
Morreu em 7 de junho de 1870.
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Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedro_de_Araújo_Lima
http://filosofandoehistoriando.blogspot.com/2009/07/regencia-una-de-araujo-lima.html
http://www.fazenda.gov.br/portugues/institucional/ministros/dom_pedroii018.asp
http://www.brasilescola.com/historiab/regencia-una-araujo-lima.htm
| Data de publicação: 18/12/2009 Categorias: Biografias |
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