Ruy Barbosa

Por Fernando Rebouças
Um dos maiores políticos da História do Brasil, Ruy Barbosa de Oliveira nasceu em Salvador, no dia 5 de novembro de 1849. Faleceu na cidade de Petrópolis em 1° de março de 1923. Além de político, atuou como jurista, diplomata, escritor, filólogo e tradutor.

Aos cinco anos de idade já chamava a atenção de seu professor pela sua inteligência e facilidade em aprender gramática. Nos anos de 1860, estudava no Ginásio Baiano de Abílio César Borges.

Concluiu o curso em 1864, passou um ano estudando alemão e logo depois ingressou na Faculdade de Direito de Olinda. Em 1870, formou-se bacharel pela Faculdade de Direito de São Paulo, no ano seguinte retornou à Bahia, onde atuaria como advogado.

Em 1872, começou a escrever para o Diário da Bahia, no ano seguinte tornou-se diretor do jornal. Realizou uma conferência sobre a eleição direta no Teatro São João.

Casou-se em 1876, com Maria Augusta Viana Bandeira e, no ano seguinte, elegeu-se deputado para a Assembleia da Bahia. Em 1878, foi eleito para deputar na Assenbleia da Corte, sendo responsável pela Reforma Geral do Ensino.

No ano de 1889, recusou integrar o Gabinete Ouro Preto, e no dia 14 de dezembro de 1889, quando era ministro da Fazenda, deu ordens para queimar os livros que continham as matrículas de escravos em todas as comarcas jurídicas de registro, o fato se justificou para apagar o passado escravocrata na História do Brasil. Historiadores acreditam que o ato de Ruy Barbosa era de inviabilizar qualquer recurso para solicitação de indenizações por parte dos fazendeiros proprietários de escravos.

Em 1891, Ruy Barbosa foi nomeado Primeiro Vice-Chefe do Governo Provisório. Retornou à Bahia em 1893, na ocasião se encontrou com Manuel Vitorino (governador da Bahia). Durante a Revolta da Armada, exilou-se no Chile e depois na Argentina, realizando viagem a Londres.

Em 1° de março de 1894, candidatou-se presidente, ficando em quarto lugar. Em 1897, recusou o convite para exercer o cargo de Ministro Plenipotenciário para a questão da Guiana, época em que Manuel Vitorino era vice-presidente de Prudente de Morais.

Esteve presente na Conferência de Haia realizada em junho de 1907, tornando-se numa das grandes estrelas do evento pela sua capacidade de orador e inteligência. No dia 21 de outubro de 1908, discursou em francês na ABL, na recepção ao escritor francês Anatole France.

Em 1° de março de 1910, nas eleições presidenciais, forma ao lado do presidente de São Paulo, Albuquerque Lins, a chapa da soberania popular, sendo o candidato a presidente e Albuquerque Lins a vice. No entanto, foi novamente derrotado, a eleição foi vencida por Hermes da Fonseca e Wenceláu Bras.

Faleceu aos 73 anos de idade, deixando diversas obras e discursos na memória política e intelectual do nosso país. Todas as suas obras pertencem à Fundação Casa de Ruy Barbosa, onde vivia quando era vivo.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ruy_Barbosa
http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u305.jhtm


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