Capitania de Itamaracá

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Em 1534 com a divisão das capitanias hereditárias, foi doado a Pero Lopes de Sousa a Capitania de Itamaracá, região onde hoje se encontra a cidade de João Pessoa. O interesse por essa região não era só dos portugueses, mas também dos franceses e outros países europeus devido a produção do Pau-Brasil, que servia naquela época entre outras coisas, para fazer tinturas dos tecidos finos.

Muito antes das terras brasileiras serem encontradas e exploradas pelos europeus já existiam aqui outros habitantes, os índios Caetés, Potiguaras e Tabajaras. Esses por sua vez dificultavam a todo custo à vida dos exploradores. Alguns destes índios, porém formaram uma aliança com os franceses que por possuir interesses nas terras tratavam de se tornar amigáveis aos olhos indígenas, com o objetivo de combater os portugueses, e de certa forma desrespeitar o Tratado de Tordesilhas.

Um ano após a doação da Capitania de Itamaracá, o donatário responsável morre e a capitania fica sob a responsabilidade de João Gonçalves que funda a Vila de Conceição e constrói engenhos. Este logo morre também, causando a divisão da capitania em duas: surge então a Capitania Real do Rio Paraíba que se localizava entre a Foz do Rio Goiânia ate a Bahia de Tração.

Muitas foram às tentativas de Portugal em colonizar a região e expulsar os franceses, entre elas a tentativa do capitão-mor Antônio Rodrigues Bacelar em 1560 que acabou sendo atacado pelos índios Tapuia enquanto tentavam expandir os limites da capitania. Os índios também mataram mais de 600 homens de Diogo Dias, em uma fracassada tentativa de construir um engenho de açúcar na região, e em 1573 Fernão Dias retornou a Olinda com toda a sua cavalaria e infantaria portuguesa sob a pressão dos índios. Somente após a 5° tentativa em 1584 Portugal consegue expulsar os franceses e criam o Forte São Tiago e o Forte São Felipe.

Mesmo após a expulsão dos franceses a Capitania Real do Rio Paraíba é mais uma vez abandonada, até que o Chefe Tabajara Piragibe, envia dois índios para Olinda a fim de pedir ajuda ao ouvidor geral, Martin leitão, contra os Potiguaras. O ouvidor que já tinha interesse em dominar a Paraíba resolve ajudar e envia um exército com o comando de João Tavares. Com a chegada de reforços os Potiguaras fogem e João Tavares funda a cidade de Nossa Senhora das Neves em homenagem a santa deste dia. João Tavares torna-se governador da Paraíba e constrói um forte às margens do Rio Tibiri e uma capela onde hoje se situa a Catedral de João pessoa. Em 1588, Nossa Senhora das Neves se torna Filipéia em homenagem ao rei da Espanha Felipe II que na época dominava Portugal.

Os franceses aliados aos índios não se dão por vencidos e em 1591 os Potiguaras destroem o forte e matam toda a guarnição, porém em 1592 todas as aldeias Potiguaras são destruídas. Somente em 1599 após uma grande epidemia de varíola que ocasionou a morte da maioria dos nativos, é que a paz com os índios começa a ter início.

A capitania torna-se a 3° maior em nível de lucros para a coroa portuguesa, só perdendo para Pernambuco e Bahia. Já não se tinha tanto interesse no Pau Brasil, pois a madeira foi substituída pelo açúcar, a prioridade passa a ser a construção de canaviais e o aumento da produção de gado para a subsistência. Após a conquista das batalhas contra os franceses, a Capitania Real do Rio Paraíba ainda teria grandes problemas com diversas invasões Holandesas. Em 1654 os holandeses são expulsos definitivamente e o território passa a se chamar definitivamente Parahyba.

Fonte:
http://www.joaopessoa.pb.gov.br/secretarias/seplan/perfil/
http://www.brasilchannel.com.br/estados/index.asp?nome=Para%EDba&area=historia


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