Capitania do Ceará

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Com o sistema de divisão do Brasil em capitanias hereditárias, o território onde esta localizado o atual Estado do Ceará foi dividido em três lotes. Da baía da Traição à foz do rio Jaguaribe este lote foi doado a João de Barros e Aires da Cunha (Capitania do Rio Grande), da foz do rio Jaguaribe à do rio Mundaú, constituindo o lote doado a Antônio Cardoso de Barros (Capitania do Ceará), e da foz do rio Mundaú ao Piauí, no lote doado a Fernão Álvares de Andrade (2a. Capitania do Maranhão).

Em 1535 a capitania do Ceará foi dada de presente por D. João III ao provedor-mor da fazenda real, Antonio Cardoso de Barros, que era subalterno de Fernão Álvares de Andrade e de D. Antonio de Ataíde. A doação definitiva (foral) só foi feita em 26 de janeiro de 1536, porém este lote não chegou a ser ocupado, pois o fidalgo ignorou totalmente o presente e o abandonou por mais de 60 anos, sem qualquer colonização.

Somente em 1603 com Pero Coelho de Souza que obteve a patente de capitão-mor cedida pelo governador geral do Brasil, houve os primeiros indícios de colonização da capitania do Ceará, porém seus planos não deram certo devido a forte resistência dos índios Tabajaras que habitavam a região. Pero Coelho decidiu ir para a outra região da capitania e instalou-se as margens dos rio Ceará, ali ergueu um forte que foi chamado de São Tiago, porém não obteve sucesso e foi surpreendido com a seca que ocorreu entre os anos de 1605 e 1606 causando muitas mortes por fome e sede, com todos esse problemas o capitão então decide se retirar das terras.

Logo após a saída do capitão-mor da capitania do Ceará em 1607 chegam os jesuítas da Companhia de Jesus, com os padres Luis Figueira e Francisco Pinto que tinham a intenção de catequizar os habitantes das terras cearenses. Os jesuítas não tiveram sucesso, pois os nativos da região que não estavam dispostos a aceitar o trabalho dos estrangeiros no local armaram uma emboscada que resultou a morte do padre Francisco Pinto e a fuga  do padre Luis Figueira. Os índios não conseguiam aceitar a destruição que estava acontecendo com sua cultura, já que os religiosos queriam impor a eles, por exemplo, técnicas portuguesas e o uso do latim.

Em 1612 o capitão-mor Martins Soares Moreno juntamente com seis soldados e um religioso que dominava o idioma da região, foi incumbido de fundar uma feitoria na costa da capitania do Ceará, com a intenção de obter pontos estratégicos e com a responsabilidade de catequizar os gentios e progredir economicamente o local. Sabendo que já existia um forte resultante da expedição de Pero Coelho, o capitão Soares Moreno tratou de fazer amizades com os chefes indígenas e nas ruínas do forte São Tiago construiu o forte de São Sebastião e uma capela de Nossa Senhora do Amparo.

Em 1637 sobre as ordens do príncipe Mauricio de Nassau os holandeses invadiram a capitania do Ceará, tomaram o forte de São Sebastião e hastearam a bandeira Holandesa no local, essa região ficou sobre domínio Holandês de 1637 a 1654, quando os índios da região se revoltaram e trucidaram os invasores, após varias tentativas de invadir novamente a capitania, os Holandeses foram finalmente banidos da por Álvaro de Azevedo Barreto em 1654. Em 1680 o Ceará desliga-se do estado Maranhão e passa a ser subalterna da capitania de Pernambuco, através da Carta régia em 1699 fundou-se a primeira vila do Ceara, que foi reconhecida de fato só em 25 de janeiro de 1700. Em 1821 o Ceará tornou-se uma província e permaneceu assim durante todo o período imperial, com a Proclamação da República em 1889 tornou-se o atual estado do Ceará.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Capitania_do_Ceará
http://www.cearamoleque.com/historia do ceara.htm


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