Capitania do Maranhão

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Apesar do espanhóis terem sido os primeiros a chegar na região onde se localizou a Capitania do Maranhão, era à Portugal que cabia o direito de exploração das terras conforme acordado no Tratado de Tordesilhas. As terras que era de direito aos lusitanos foi divididas em 14 capitanias .

As capitanias eram enormes lotes de terra doados aos nobres, que foram chamados de capitães donatários, que seriam os responsáveis por colonizar a área. Essa foi a maneira mais fácil encontrada pelos lusitanos para administrar totalmente as terras e investir poucos recursos já que os donatários deveriam governar em nome da coroa mas, usar recursos próprios.

A Capitania do Maranhão foi divida em duas seções, a primeira estava localizada no extremo leste da ilha de Marajó (PA) à foz do rio Gurupi (PA/MA) cedida aos donatários Joao de Barros e Aires da Cunha, a segunda seção situava-se à foz do rio gurupi(PA/MA) a parnaiba(PI) e era cuidada por Fernão Alvares da Cunha.

Portugal sempre se preocupou em proteger seus territórios, porém apesar da partilhas das capitanias, ainda não tinha iniciado o processo de colonização na capitanias do maranhão. Nessa epoca o estado ainda tinha muita dificuldade com a vigilancia das áreas próximas a fronteira e devido a isso, o maranhão estava sempre sendo alvo de investidas estrangeiras principalmente da França que era contra o Tratado de Tordesilhas.

Os franceses ganhavam a confiança do indigenas nativos da região para obter apoio nos ataques a capitanias, e os portugueses tentavam agir da mesma maneira, estabelecendo alianças no meio indigena principalmente os que fossem inimigos dos aliados franceses.

Em 1612 essas investidas e ataques se intensificaram e ficaram conhecidos como Batalha de Guaxenduba ou “Jornada Milagrosa”, e em 1615 os portugueses junto com os indigenas aliados comandados por Jeronimo de Albuquerque expulsam efetivamentes os franceses do território portugues marcando o inicio da colonização portuguesa no Maranhão.


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