Companhia Geral do Comércio do Brasil

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Pela recuperação da atividade de manufatura agronômica do setor açucareiro, em 1649, foi fundada a Companhia Geral do Comércio do Brasil. Criada em Portugal debaixo do reinado de João IV de Portugal (1640-1656), tratava-se de uma privilegiada empresa monopolizadora, que visava contribuir para com a resistência aos invasores do território brasileiro, os holandeses,  entre 1630 e 1654.

Garantia o transporte seguro de açúcar para o continente Europeu. Tinha como função principal também, o fornecimento de escravos trazidos da África para o nordeste brasileiro.

Sua formação deu-se, a partir de quando, em busca de novas fórmulas de financiamento para suas atividades, as nações ibéricas, alarmadas com o notável sucesso das companhias holandesas, detentoras do monopólio, em plena Dinastia Filipina, as quais dominavam comércio Oriental no início do século XVII, fizeram, diga-se das nações ibéricas, a primeira tentativa de criar uma Companhia. Mas pela falta de recursos financeiros privados, não teve êxito, ainda que teve sua defesa exercida por Duarte Gomes Solis, quando em 1628 foi aprovado um Regimento após a execução de esboços de projetos entre 1619 e 1624, mediante a lógica de reprodução do modelo das tais companhias, sendo este considerado o caminho natural para tal objetivo.

Em 1643, o padre Antônio Vieira apresentou a proposta de se criar duas companhias, sendo uma para o Estado do Brasil e outra para o Estado Português da Índia, seguindo o modelo da Companhia Neerlandesa das Índias. O capital viria de cristãos e judeus europeus, e sua idéia era manter as atividades comerciais com as colônias.

Os holandeses em 1647, ocuparam a ilha de Itaparica, deixando Salvador, capital do Estado do Brasil bloqueada. Esta notícia, em maio do mencionado ano, repercutiu em Lisboa trazendo como imediata consequência, a ação socorrista de envio de uma Armada ao Brasil, cujo sucesso culminou com a formação da Companhia Geral do Comércio do Brasil.

Compreendendo que para preservar o comércio com o Brasil, e manter todo o Reino independente era necessária uma suficiente estrutura econômica. Assim, Vieira utilizava-se do argumento relacionado com a perda obtida de embarcações na guerra do corso, salientando que era imperativa a organização de um sistema naval, sendo para isto necessário garantir capital capaz de fretar, adquirir ou remunerar esses setores, acrecentando que isso somente seria possível com a criação de uma Companhia privada.

Depois de adiada por meio ano, após também polêmicas na Igreja e na Corte acerca do financiamento envolvendo isenções de confiscos de capitais e bens para os cristãos novos, enfim foi comunicado ao inquisidor-geral, o bispo D. Francisco de Castro os termos regulatórios da criação da Companhia, sendo a primeira Empresa de sociedade anônima conhecida no país.

Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Companhia_Geral_do_Comércio_do_Brasil


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