Insurreição Pernambucana

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A Insurreição Pernambucana foi a revolta dos colonos portugueses e nativistas contra a invasão holandesa no Nordeste brasileiro, ocorrida no período de 1645 a 1654. Reportemos ao contexto histórico da época e vejamos os fatores que culminaram nesta revolta e, posteriormente, na derrota e expulsão dos holandeses das terras brasileiras, tanto quanto, as consequências dessa rebelião.

Com o início da expansão marítimo-comercial, no século XV, tem-se o processo de descobrimento e colonização das Américas, em que, Portugal foi o país pioneiro nessas atividades, justamente, por sua localização geográfica privilegiada, possuir uma centralização política, e estudos náuticos avançados. Outros países europeus também participaram dessa expansão, como no caso de Espanha, França, Inglaterra e Holanda.

Neste período, a Espanha ainda se via envolvida na Guerra de Reconquista contra os mouros, e também não havia completado sua unificação política, provocando seu atraso na expansão marítima. Somente após esses eventos que o país espanhol pode de fato investir nas navegações rumo à descoberta de novas terras, resultando mais tarde, em rivalidade com Portugal por posse desses novos territórios. E assim, foi decretado, em junho de 1494, o Tratado de Tordesilhas, acordo que determinava a divisão das terras descobertas entre os países ibéricos.

Sendo essa divisão de terras somente entre Portugal e Espanha, países como a França, Inglaterra e Holanda se sentiram prejudicados com este acordo, e passaram atacar as colônias portuguesas e espanholas. França e Inglaterra iniciaram a exploração marítima tardia devido aos conflitos que viviam: Guerra dos Cem Anos (1337-1453), e a Guerra das Duas Rosas (1455-1485), na Inglaterra.

A Holanda também teve sua participação na expansão marítima postergada, pois esta era de domínio espanhol, tendo sua independência proclamada em 1576, com a formação das Províncias Unidas dos Países Baixos.

A União Ibérica (1580-1640), período em que Portugal vivia sob o domínio espanhol, também foi outro fator que prejudicou a França, Inglaterra e Holanda, pois os espanhóis fecharam os portos ibéricos a esses países. A partir de então, a Holanda começou a invadir as colônias portuguesas e espanholas, conseguindo conquistar o território da atual Suriname, além também de obter terras no continente africano e na Índia.

Em 1621, os holandeses criaram a Companhia das Índias Ocidentais (WIC), e a primeira tentativa de invasão em solo brasileiro foi em (1624-25), na Bahia; porém acabaram derrotados em 1625. Outro ataque holandês deu-se em uma região menos protegida, em território pernambucano, o que provocou uma forte reação por parte dos colonizadores portugueses e o povo nativista contra a invasão dos holandeses, no ano de 1645.

Por fim, a derrota holandesa aconteceu em 1654, e com isso, despertavam-se os primeiros sentimentos nativistas. No entanto, em decorrência da expulsão dos holandeses das terras brasileiras, estes colonizaram as Antilhas e aumentaram a produção de açúcar com suas técnicas avançadas, gerando uma decadência na produção açucareira no nordeste do Brasil.

Outra consequência dessa expulsão holandesa foi o acordo firmado entre Portugal e Holanda, o chamado Tratado de Paz de Haia (1661), no qual os holandeses receberiam dos portugueses uma indenização de 4 milhões de cruzados, além das Ilhas Molucas e do Ceilão.

Fontes:
http://www.ahimtb.org.br/1a.htm
http://www.boletimfsm.hpg.ig.com.br/tudo2.html


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