Invasões Holandesas no Brasil

Por Tiago Ferreira da Silva
Antes de Portugal tornar-se uma efetiva colônia do Brasil, estava sob domínio da Espanha no período da dinastia de Felipe II (1580-1640). Os espanhóis pretendiam tornar os países da União Ibérica em uma só nação, inclusive cogitando a incluir Portugal em seu território.

Os portugueses resistiram a sua maneira a tentativa espanhola, chegando a realizar um pacto comercial com a Holanda para controlar toda a produção de açúcar oriunda de seu território recém-descoberto, o Brasil. Os holandeses aceitaram na hora, pois também estavam em conflito com a Espanha na tentativa de manter a independência dos ibéricos nos Países Baixos.

Porém, a Espanha determinou um rígido controle para a colônia portuguesa, fazendo o possível para impedir a chegada dos holandeses no território brasileiro que, segundo os ibéricos, era parte de suas colônias. Sendo assim, em 1602 a Holanda cria a Companhia das Índias Orientais para empossar todos os domínios coloniais dos portugueses.

Com o grande lucro do empreendimento, em 1621 os holandeses criam a Companhia das Índias Ocidentais para controlar a produção açucareira no Brasil e dominar o monopólio do tráfico negreiro da África e América.

Em 1624, 500 canhões carregados por 26 navios de holandeses invadem o Brasil pela primeira vez, aportando na cidade de Salvador, principal centro administrativo da época. Entretanto, um ano depois foram expulsos por uma poderosa armada dos espanhóis, que chegou a enviar até 14 mil homens para combatê-los.

Maurício de Nassau

Em 1630, novamente os holandeses tentam invadir o território brasileiro, desta vez no estado de Pernambuco, dominando as cidades de Recife e Olinda. Com a efetividade da conquista, nomearam, em 1637, o conde Maurício de Nassau para liderar o então Brasil-holandês.

Enquanto administrou a região nordestina, Nassau buscou apoio dos senhores de engenho, oferecendo-lhes recursos financeiros na aquisição de escravos e equipamentos necessários para produção do açúcar.

Nassau também foi responsável por um intenso processo de urbanização das cidades de Recife e Olinda, construindo hospitais, asilos e ladrilhos nas ruas da região.

Por volta de 1640, os senhores de engenho nordestinos estavam insatisfeitos com os altos impostos cobrados pelos holandeses; e os portugueses, que conseguiram tornarem-se independentes da política expansionista da Espanha, decidiram retomar seu domínio pela colônia brasileira. De certa forma, ambos queriam que os holandeses fossem expulsos do país.

Com a partida de Nassau, em 1644, os conflitos entre holandeses e brasileiros só se intensificariam. O Brasil liderou diversas tentativas de resistência, lutando na Batalha dos Guararapes e Campina de Tamborda com o apoio dos senhores de engenho, tribos indígenas e ex-escravos. Pelo florescimento do nacionalismo brasileiro, tais batalhas foram a força motriz para a organização do primeiro Exército do país.

Após inúmeras batalhas, em 1654 os holandeses foram expulsos com a Insurreição Pernambucana, depois de anos de aprisionamento. Entretanto, a economia colonial seria fortemente abalada, pois os holandeses detinham grande parte do conhecimento técnico da produção açucareira.

Assim que foram expulsos, os holandeses dominaram a região das Antilhas, forçando uma concorrência com a extração de cana brasileira. Os portugueses, retomando o domínio no Brasil, tiveram que explorar outros campos para estabilizar a economia do país, iniciando um amplo processo de extração de ouro, prata e minério na região de Minas Gerais.

Fontes:
http://educacao.uol.com.br/historia-brasil/ult1689u11.jhtm
http://www.infoescola.com/historia/invasoes-holandesas-no-brasil/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Invasões_holandesas_do_Brasil


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