Revolta de Beckman

Por Vanderlei Raimundo Faria
Devido a problemas de crise no setor açucareiro e carência na região do Nordeste brasileiro, mais precisamente no Estado do Maranhão, ocasionadas também pela saída dos holandeses do Brasil, um grupo de pessoas revoltadas com tais situações degradantes e exploratórias por parte do governo e principalmente pela Coroa Portuguesa, iniciaram um movimento em 1684, naa cidade nordestina de São Luís (capital maranhense), com a liderança dos irmãos Tomás e Manuel Beckman.

Essa revolta, conhecida como Revolta de Beckman, teve também como motivo a escravização indígena por parte dos colonos, não sendo isto visto a bons olhos pelos Jesuítas, que pregavam conforme a Companhia de Jesus a liberdade a favor dos mesmos. Tal posição confrontante jesuíta, provocou sua expulsão do Estado do Maranhão, desencadeando também neste período conflitamentos entre colonos e os mesmos jesuítas, iniciando-se assim a então mencionada Revolta.

O boom inicial deste movimento revoltoso, deu-se em Fevereiro do ano de 1684, mais precisamente no período noturno do dia 24 do mesmo mês, em plenos momentos de festas comemorativas de Nosso Senhor dos Passos, e em meio à ausência de Francisco de Sá de Menezes (Governador da província do Maranhão), enquanto este estava de viajem ao Estado do Pará, em visita à cidade de Belém. Ocasião que foi aproveitada após meses de ações preparatórias, e agora eclodia-se sob a liderança dos senhores de engenho Manuel e Tomás, os irmãos Beckman.

Também contavam com a participação de Jorge de Sampaio de Carvalho e outros religiosos, comerciantes e proprietários de terras, por suas insatisfações no tocante aos privilégios conferidos aos jesuítas, contando também com a ação de aproximadamente 80 homens atacando a Companhia com assaltos a seus armazéns, e dominando completamente já no dia seguinte a poucas horas de manifestação sediciosa, a Guarda de São Luiz cujo Corpo era integrado por cinco soldados e um oficial. Situação esta, que até Baltasar Fernandes, o Capitão Mor, clamava sem sucesso por socorro a partir de sua própria residência, onde recebeu voz de prisão por parte de Beckman. Ficou preso em sua própria casa, e a esposa como fiel carcereira, humilhação tal, a ponto de chegar a gritar dizendo que preferia morrer do quê sofrer tamanha afronta.

Mas a multidão constituída já por outros moradores que se arregimentavam no tocante ao trajeto, e sem dar a menor importância aos inúteis clamores de Baltasar, rumou-se para o Colégio dos Padres, prendendo os mesmos com guardas em vigilância, e totalmente sem comunicação com o mundo exterior.

Então Manuel Beckman tomou posse do governo, enquanto seu irmão Tomás Beckman ía a Portugal, para declarar sua lealdade à Coroa e denunciar a Companhia de Comércio, referente às cometidas infrações. Mas Portugal decidiu não reconhecer o governo dos Beckman – Tomás foi preso e levado de volta ao Brasil. Outro governador foi nomeado: Gomes Freire de Andrade, que com a ajuda de tropas portuguesas, acabou facilmente com a revolta.

Os irmãos Manuel e Tomás Beckman foram condenados à morte por enforcamento, sendo também a escravização indígena proibida em 1685 pela Coroa, a qual nesta mesma data decidiu também a respeito do retorno dos Jesuítas ao Maranhão.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolta_de_Beckman
http://www.mundovestibular.com.br/articles/2916/1/REVOLTA-DOS-BECKMAN/Paacutegina1.html
http://wwwhistoriaemfoco.blogspot.com/2009/09/revolta-dos-beckman.html


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