Guerra do Uruguai

Por Tiago Ferreira da Silva
O Uruguai estava passando por um momento obscuro na política em abril de 1863. O general uruguaio Venâncio Flores, ex-presidente de seu país refugiado na Argentina após uma revolta conservadora, retorna à sua pátria para enfrentar o Partido Colorado do então presidente Bernardo Berro. Essa afronta de certa forma ameaçou os interesses dos criadores de gado (estancieiros) do Rio Grande do Sul, estado brasileiro que faz divisa com o Uruguai.

Causas da Guerra do Uruguai

Para marcar posição, os cerca de 40 mil habitantes que moravam na divisa gaúcha decidiram apoiar Venâncio Flores, pois sofriam forte repressão dos uruguaios que invadiam suas propriedades e furtavam os gados dos estancieiros.

Em 1864, os gaúchos tentam buscar apoio do império brasileiro para proteger o território dos dissidentes uruguaios. Antônio de Souza Neto, estancieiro gaúcho, chega ao Império com inúmeras queixas dos moradores da divisa. Em resposta, o Império envia o Conselheiro José Antônio Saraiva para negociar com o governo do Uruguai, mas sem obter sucesso.

Em represália, o Império estabeleceu um quartel de 4 mil homens sob o comando do brigadeiro Francisco Félix Pereira Pinto, na região de Bella Unión. Para impedir que os uruguaios avançassem em território brasileiro, o império deu aval para os gaúchos montarem uma guarda fronteiriça com objetivo de proteger seus interesses, sob comando do Almirante Tamandaré.

Enquanto tentava controlar a situação, os brasileiros articularam uma operação para invadir os territórios uruguaios. Eles queriam tomar as cidades de Salto e Paissandu e entregá-las aos poderes do General Flores. Para isso, em outubro de 1864 o império enviou um exército de 6 mil homens comandados pelo General João Propício Menna Barreto para a região de Paissandu, que já tinha reforços de homens brasileiros que haviam decretado estado de sítio no local para conter as manifestações uruguaias.

Para tomar a cidade de Salto, o General Flores invade a praça de guerra local, flanqueados pelo exército brasileiro. No dia 28 de novembro, os uruguaios, sem força bélica, resistem facilmente. Em seguida, Venâncio Flores marcha para dominar Paissandu e planeja tomar a capital de seu país, Montevidéu.

Atanasio Cruz Aguirre, então presidente do Partido Blanco do Uruguai, ficou furioso com a invasão brasileira e anulou todos os tratados feitos com o país vizinho. Tentou atacar a cidade brasileira de Jaguarão com um exército de 1.500 homens, mas não conseguiu vencer a forte defesa brasileira instalada na região.

Consequências

No dia 2 de fevereiro de 1865, as tropas brasileiras decretaram estado de sítio em Montevidéu e pressionaram o presidente Aguirre a abandonar o poder. Em 15 de fevereiro, o General Venâncio Flores assumiu um Governo Provisório no Uruguai e anulou todos os atos de Aguirre contra o Brasil. Cinco dias depois, o Visconde do Rio Branco e o Presidente do Senado uruguaio Tomás Villalba assinaram a Convenção de Paz e devolveram os territórios uruguaios invadidos pelos brasileiros aos seus antigos proprietários.

Fontes:
http://www.decavalaria.com/deca/cavalaria/artigos/Quinto/pdf/15%20-%20a%20guerra%20do%20uruguai.pdf
http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_do_Uruguai


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