| Por Fernando Rebouças |
Partia de homens camponeses, agricultores de subsistência contra a popular “Lei do Cativeiro” que ,a o mesmo tempo, coincidiu com a lei que permitia o fim do navio negreiro e a da vinda de novos escravos africanos.
Nessa época, o Império tinha a intenção de registrar uma camada da população que ainda era desassistida pelo Estado e pelos grandes proprietários de terras produtoras de açúcar na zona da mata nordestina. O censo tinha o objetivo de registrar a população brasileira civilmente, tal objetivo era visto com desconfiança por parte dos sertanejos, agricultores pobres e livres e, principalmente, pelos escravos alforriados, que temiam retornar à condição de escravo.
Perante o levante, o Império desistiu do censo, levantamento populacional que seria realizado somente depois da República. Segundo pesquisas históricas, em termos práticos o levante se concretizou por meio de breve e obscura revolta iniciada por pequenos agricultores em dois períodos distintos, entre 1851 e 1852; e na transição do Império à República.
Em Pernambuco, o temor de ser cadastrado por meio do Registro de Nascimentos e Óbitos por parte dos ex-escravos, geraria um conflito, localmente, considerado uma “revolta de vagabundos” , mais notadamente, um movimento eclodido entre os meses de dezembro de 1851 e fevereiro de 1852, e que se localizaria, além de Pernambuco, em Alagoas, Paraíba, Sergipe, Ceará e Minas Gerais.
Porém, está registrado um processo de maior alarde em solo pernambucano, interferindo até no equilíbrio das forças política locais no temor das autoridades do levante gerar novos conflitos armados. As autoridades jurídicas em Pernambucanas consideraram o levante na região como uma revolta reacionária iniciada pela camada mais baixa da sociedade.
No contexto dessa província, o “Levante dos Maribondos” esteve inserido na lenta mudança do sistema social do trabalho nas “plantations” pernambucanas iniciada no final do século XVIII.
Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Levante_dos_Marimbondos
http://www.revistadehistoria.com.br/secao/capa/a-parte-do-leao
http://www.revistasusp.sibi.usp.br/scielo.php?pid=S1808-81392006000300002&script=sci_arttext
| Data de publicação: 14/05/2012 Categorias: Brasil Império |
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