| Por Alessandra Alexandrina da Silva |
O clima de disputa entre os espanhóis e os portugueses ficava cada vez mais preocupante, devido a isso foi solicitado à intervenção do papa Alexandre VI que em 1493 anunciou a assinatura de uma nova partição de terras que ficou conhecida como bula inter coetera que significava uma linha imaginaria a 100 léguas da ilha de Açores e de Cabo Verde.

Mapa mostrando a linha vermelha do Tratado de Tordesilhas. Posteriormente foram feitos marcos simbólicos em Belém (Pará) e Laguna (Santa Catarina), por onde a linha imaginária passa.
Os portugueses, no entanto exigiram uma reformulação deste primeiro acordo alegando que o mesmo prejudicava os interesses lusitanos, D. João II tentava negociar com os reis católicos Fernando II de Aragão e Isabel I de Castela para mover a linha mais para oeste.
Os espanhóis eram contra o pedido, mas, cederam em se reunir e discutir o assunto impondo a necessidade de intermediação do papa, reuniram-se então em Tordesillas (cidade espanhola) e em 7 de junho de 1494 é assinado o Tratado de Tordesilhas onde é feita uma nova demarcação a 370 léguas da ilha de Cabo Verde , dividindo assim o lado oeste para os espanhóis e leste para os lusitanos. Sendo firmado e reconhecido pela Espanha em 2 de julho e por Portugal em 5 de setembro do mesmo ano.
Apesar das divergências sobre o ponto de partida para a contagem das milhas, conta-se que os espanhóis apesar de não serem de acordo com o novo tratado, tinha a intenção de formar a união ibérica anos depois através de uma política de casamentos e por isso esteve de acordo com a nova divisão, já Portugal saiu desta negociação sendo visto como melhor estrategista pois, a divisão das terras garantiu a Portugal o domínio das águas do atlântico sul o que facilitaria suas manobras náuticas.
Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tratado_de_Tordesilhas
| Data de publicação: 23/12/2009 Categorias: Brasil Pré-Colonial |
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