Governo de Floriano Peixoto

Por Tiago Ferreira da Silva
Floriano Peixoto assumiu em 23 de novembro de 1891 a presidência do Brasil, após a renúncia do Marechal Deodoro da Fonseca, do qual era vice.

Deodoro da Fonseca havia deixado um país conturbado pelo fracasso da política monetária empreendida em seu governo, perdendo apoio das alas mais pobres.

Para contornar a insatisfação da maioria com os republicanos, Peixoto mandou construir casas, diminuir os altos valores dos aluguéis e até mesmo isentar os mais pobres de pagar os altos impostos cobrados após a crise instaurada pelo governo anterior.

Seu perfil populista acabou preocupando as elites do país, que decidiram organizar um grande movimento de oposição. Eles argumentavam que Floriano Peixoto desrespeitou a Constituição ao assumir o país como vice sem eleições diretas – o que de fato ocorreu.

Segundo o texto, caso o presidente não chegasse a ficar dois anos no governo, novas eleições deveriam ser realizadas. Apesar de chefiar a nação em 1889, Deodoro da Fonseca só se tornou Presidente da República em fevereiro de 1891, o que na prática totalizava 9 meses de mandato.

Assim, os oposicionistas organizaram grandes revoltas exigindo a convocação de novas eleições. Neste contexto, surgiram dois grandes conflitos que ganharam apoio internacional: a Revolta da Armada, no Rio de Janeiro, e a Revolução Federalista, no Rio Grande do Sul.

Floriano Peixoto reprimiu essas insurgências com extrema violência, chegando a ser denominado de “Marechal de Ferro”.

Mesmo com a ampla oposição das elites cafeicultoras, os paulistas convenceram Floriano Peixoto a apoiar a candidatura de Prudente Moraes, que se tornaria o primeiro civil a ocupar o cargo da presidência. Apesar da violência e do paternalismo, que lhe deram força política, Peixoto não quis prolongar o mandato e, em 15 de novembro de 1894, foi substituído pelo candidato paulista.

Fontes:
http://www.infoescola.com/historia/governo-de-floriano-peixoto/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Floriano_Peixoto


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