| Por Tiago Ferreira da Silva |
Washington Luís, candidato “café-com-leite”, estava ideologicamente dividido entre a tradicional elite cafeicultora e a nova elite industrial, que estava crescendo com o aquecimento do mercado interno e políticas voltadas para o empresariado.
A força motriz para a divisão dos cafeicultores foi a indicação do paulista Júlio Prestes pelo governo para suceder o cargo de presidência. Os mineiros se sentiram inferiores e se juntaram aos opositores do Rio Grande do Sul e da Paraíba, formando a Aliança Libertadora.
Na candidatura de 1930, os opositores lançaram o gaúcho Getúlio Vargas para disputar com Júlio Prestes. Em uma votação acirrada, Júlio Prestes saiu vencedor, mas a eleição foi acusada de fraude nas votações – algo que a elite agrária costumava fazer para escolher a dedo os sucessores da presidência.
A Aliança Libertadora não ficou satisfeita com o resultado e articulou um golpe para tomar o poder da mão dos paulistas. No episódio que ficou conhecido como Revolução de 1930, a Aliança Libertadora exigiu a deposição de Washington Luís da presidência vinte e um dias antes do término de seu mandato, em 24 de outubro.
Permanece no poder a Junta Governativa Provisória, composta por: General Augusto Tasso Fragoso, General João de Deus Menna Barreto e Contra-Almirante José Isaías de Noronha (respectivamente, acima).
Eles comandam o país por apenas 10 dias, até entregarem o poder a Getúlio Vargas, que obtinha apoio popular a partir da Aliança Libertadora. Getúlio Vargas assume no dia 3 de novembro de 1930, pondo fim à República Velha e a política do “café-com-leite”.
Fontes:
http://www.militar.com.br/modules.php?name=Historia&file=display&jid=245
educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u74.jhtm
| Data de publicação: 21/01/2010 Categorias: Brasil República |
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