| Por Tiago Ferreira da Silva |
Washington Luís também demonstrou ser bem maleável com sua popularidade, saindo nas ruas sem escolta fortemente armada e conversando com o eleitorado trabalhador. A classe industrial, que estava se fortalecendo no país, via em Washington Luís um grande aliado para que seus interesses fossem atendidos.
Mas o então presidente do Brasil ainda temia que frentes de oposição se fortalecessem e colocassem a credibilidade do governo em xeque. Para evitar esse tipo de conflito, em junho de 1927 Washington Luís aprova a Lei Celerada, na tentativa de conter greves do operariado, dando ao Executivo o direito de intervir em sindicatos e criminalizar qualquer manifestação por parte de empregados e patrões.
Washington Luís temia que os tenentes e operários ligados ao Bloco Operário Camponês (BOC) desestabilizassem a aparente calmaria que caracterizou o início de seu mandato. A Lei Celerada também permitia o fechamento de qualquer instituição que não seguisse as diretrizes ideológicas do governo. Neste momento, o Partido Comunista Brasileiro foi posto na ilegalidade e sindicatos trabalhistas e clubes militares foram fechados.
A imprensa também estava ameaçada pela censura do governo, comprometendo a liberdade de jornalistas, intelectuais, políticos oposicionistas, militares e, principalmente, trabalhadores.
Na prática, a Lei Celerada só terminou com o fim do mandato de Washington Luís, dando continuidade aos interesses oligárquicos da República Velha. Com a Revolução de 1930 e a deposição efetiva de Washington Luís no poder, o Brasil tomaria outras diretrizes políticas, econômicas e sociais, principalmente ao romper de vez com a política do café-com-leite.
Fontes:
http://www.brasilescola.com/historiab/a-lei-celerada.htm
http://www.culturabrasil.org/trinta.htm
| Data de publicação: 24/02/2010 Categorias: Brasil República |
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