Plano de Metas

Por Fernando Rebouças
O Plano de Metas foi um programa de governo planejado e implementado na gestão de Juscelino Kubitschek. JK assumiu o poder em 1956 e, por meio desse programa, lançou o objetivo do Brasil crescer “cinquenta anos em cinco”. Os tópicos principais do Plano de Metas de JK era  desenvolver a indústria de base, construir estradas e hidrelétricas, ampliar a extração de petróleo e entre outras iniciativas fazer do Brasil um país desenvolvido e industrializado.

Enquanto que o Brasil fortaleceu os investimentos nas indústrias de base e na ampliação da infraestrutura produtiva e logística, as multinacionais entraram em nosso país investindo em indústrias de produção de bens de consumo. As indústrias nacionais mantiveram-se na produção de tecidos, móveis, alimentos, vestuário e construção civil.

O Plano de Metas modernizou a indústria e fortaleceu o mercado nacional, mas, por outro lado, gerou endividamento por meio de créditos concedidos por banco e empresas estrangeiras, além da dependência tecnológica, pois, na época, não havia acordos de transferência de tecnologia.

No Brasil, entre as consequências negativas, iniciou-se na área econômica um processo inflacionário. Na área social, a ampliação do parque industrial e da urbanização no sudeste e principais centro do pais gerou o êxodo rural.

O plano era subdividido em trinta e uma metas para os setores de energia, transportes, indústria de base, alimentação e educação. Sobretudo, permitiu a reunião do capital estatal, nacional e estrangeiro nesse processo de investimento.

Fazer o Brasil crescer cinquenta anos em cinco era o slogan de campanha de JK à presidência. Depois de assumir, muitos setores da sociedade desconfiaram que as metas não seriam atingidas em apenas cinco anos. Na época, em 1956, o país sentia-se frustrado politicamente depois de dois mandatos de Getúlio Vargas e de um frio governo de Gaspar Dutra.

Antes da implementação do Plano de Metas, a população brasileira era de 60% rural e, cerca de 30 milhões de pessoas, dependiam das atividades agrária. Segundo Claudemir Galvani, professor do Departamento de Economia da PUC-SP:

“A finalidade do plano era consolidar o que começou com Getúlio, o chamado processo de substituição das importações. Assim, a primeira fase foi criar infra-estrutura para que o país pudesse produzir dentro de seu território os produtos de que precisava” (…).

Para atrair as empresas, o presidente tinha que criar barreiras protecionistas. Com o protecionismo, Juscelino incentivou a entrada de capital estrangeiro no país, principalmente a indústria automotiva. A indústria automobilística tem um efeito multiplicador de investimentos muito elevado. Para produzir um carro, estimula-se a criação de outras empresas, como fabricantes de pneus, amortecedores, vidros, faróis. Isso fez com que a escolha da empresa automobilística criasse um estímulo muito grande para a chamada de indústrias de auto-peças.”

Porém, ao mesmo tempo que o país crescia e gerava renda, com uma média de crescimento de 7 % a.a, JK era acusado de entreguismo ao exterior e de permitir a geração da inflação na economia nacional. Ao abrir caminho para a ampliação da indústria automobilística, houve um completo abandono das estradas de ferro. O Plano de Metas foi o primeiro projeto de governo elaborado por brasileiros e administrado por brasileiros, diferente do que ocorreu no governo de Dutra, no qual havia instaurado o plano SALTE com o apoio dos EUA.

Fontes:
http://www.universia.com.br/preuniversitario/materia.jsp?materia=10094
http://pt.wikipedia.org/wiki/Plano_de_Metas


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