Quilombolas

Por Carla Caldeira
Os escravos refugiados nos quilombos eram designados como quilombolas. Indignados com a sua situação e o tratamento fornecido a eles, as vezes tratados como animais pelos senhores de engenho, no período de escravidão, que consiste entre os séculos XVII e XVIII os negros se rebelavam e fugiam em bandos, ou, quando conseguiam, sozinhos, mas os escravos fugitivos formavam uma comunidade nomeada Quilombo. Local onde eles podiam divulgar e vivenciar sua própria cultura sem repressão.  Claro que por serem fugitivos buscavam montar essa comunidade em lugar bem distante e no meio da mata para não serem encontrados por seus ex-senhores.

Na época do ciclo da cana-de-açúcar, após a invasão dos holandeses, muitas terras foram abandonadas, com isso uma grande parte de escravos buscaram os quilombos para estarem junto aos seus.

Um dos maiores quilombos, o Quilombo dos Palmares, se localizava em Alagoas, (Serra da Barriga antigamente), com a fuga em massa nessa época, em 1670, o quilombo abrigava mais de 50 mil escravos.

Os quilombolas começaram a se organizar e se tornarem muito fortes nessa região, visto como ameaça pela sociedade colonial. Já eram conhecidos à essa época, pois por toda essa estrutura e seu tamanho, já não tinham mais como serem ignorados. Houve expedições para destruiur essa comunidade, porém os quilombos resistiram.

Um tratado foi criado entre o governo de Pernambuco e um dos principais líderes do Quilombo de Palmares, Ganga Zumba. Esse tratado levou o nome de “acordo de Recife” que consistia no reconhecimento do governo à liberdade de todos os negros nascidos em Palmares.

Nem todos estavam de acordo com Zumba, pois muitos quilombos consideravam traição ter qualquer tipo de pacto junto ao governo. Os opositores o envenenaram. De sua morte em diante, Palmares foi comandado por Zumbi que era resistente a qualquer tipo de negociação com a autoridade. Após inúmeros conflitos Zumbi foi morto e degolado por bandeirantes.

Hoje, Zumbi é uma figura importante para a sociedade afro brasileira, que o considera como um grande herói e um valente que lutou pelos seus direitos e direitos do seu povo até a sua morte.

Na constituição de 1988 existem artigos que garantem a posse aos quilombolas das terras onde antigamente se localizavam os quilombos:

“Aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas terras é reconhecida a propriedade definitiva, devendo o Estado emitir-lhes os respectivos títulos.” (Art. 68)


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