| Por Carolina de Sousa Campos Sento Sé |
Além de abafadas (por possuírem poucas janelas cercadas com grades) também eram desconfortáveis pela grande quantidade de pessoas alojadas ali. No mais, não possuíam divisórias e os seus “habitantes” se viam obrigados a dormir no chão – quase sempre de terra batida, em alguns locais, com palha. Há registros de senzalas que possuíam tarimbas: tábuas de madeira posicionadas a mais ou menos três pés de distância do chão. Apesar da precariedade, os homens dormiam separados das mulheres e das crianças. Os escravos também ficavam acorrentados dentro das senzalas, para evitar fugas.
Na parte exterior da construção a senzala possuía, à sua frente, o pelourinho – um tronco com corda utilizado para castigar os negros – e, aos fundos, sanitários primitivos feitos com barricadas de água cheias até a metade que eram esvaziados e limpos uma vez ao dia. Também há um fogão improvisado, utilizado pelos escravos para assar a própria comida – geralmente pesca e caça, ou sobras.
Abertas até as dez horas da noite para convívio, ao som de uma espécie de campainha as senzalas eram trancadas e somente reabertas no dia seguinte, uma hora antes do início das tarefas diárias.
Ainda há senzalas localizadas no Vale do Paraíba e nas cidades de Vassouras, Valença e Cantalago, e sua visitação é permitida – são pontos turísticos.
Bibliografia:
VON TSCHUDI, Johan Jakob. “Viagem às províncias do Rio de Janeiro e São Paulo”. São Paulo – EDUSP, 1980. p. 56.
http://www.infoescola.com/brasil-colonia/senzala/
http://www.suapesquisa.com/colonia/senzala.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Senzala
| Data de publicação: 22/12/2009 Categorias: Brasil Colônia, Escravidão no Brasil |
Imprimir | Recomendar | Link |






