História de Pernambuco

Por Tiago Ferreira da Silva
Após o descobrimento do Brasil, o rei D. João III fez o possível para controlar as terras de sua nova colônia, chegando a decretar o sistema de Capitanias Hereditárias, em 1534, para doar lotes de terras para a nobreza lusitana. Quem controlava os territórios, ficava responsável por fundar povoados, arrecadar impostos e manter o lugar sob pleno domínio de Portugal.

A Capitania de Nova Lusitânia foi doada para o capitão donatário Duarte Coelho, que nomeou seu território de Pernambuco e fundou as cidades de Igarassu, Olinda e Recife. Em linguagem tupi, Pernambuco significa rebentar, estourar, em alusão à junção dos rios Beberibe e Capibaribe, que banham as principais cidades do estado.

Duarte de Coelho começou a investir na plantação de cana-de-açúcar por meio do trabalho escravo e respondeu por mais da metade das exportações de todo o país, atraindo outras nações europeias para a região.

Por volta de 1630, os holandeses acabaram invadindo Pernambuco e acabaram com a hegemonia econômica de Olinda , fazendo de Recife a nova capital pernambucana por suas vantagens estruturais, como a proteção por grandes fortificações e por suas inúmeras peças de artilharia.

Os holandeses permaneceram no estado nordestino até 1654, após o início da Insurreição Pernambucana. Os descendentes africanos, lusitanos e índios não aceitaram as imposições do conde holandês Maurício de Nassau, que queria remodelar o estado, e decidiram criar um movimento de resistência que tinha como objetivo a expulsão destes imigrantes.

No século XVIII, teve início a Guerra dos Mascates, conflito entre comerciantes recifenses e mascates de Olinda que queriam reivindicar a antiga hegemonia da histórica cidade pernambucana. Bernardo Vieira de Melo, que se destacou durante a guerra, queria instaurar o sistema republicano. Porém, em 1711, o novo governador Félix José Machado impediu que seus ideais se alastrassem e decretou que Recife continuaria sendo a capital efetiva de Pernambuco.

O estado teve importante papel em movimentos separatistas. Em 1817, os combatentes da Revolução Pernambucana chegaram a criar um governo provisório com base nos ideais republicanos, mas foram derrotados pelos militares que lutavam a favor dos lusitanos. Menos de uma década depois, a Confederação do Equador teve a adesão de vários estados nordestinos (Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e o próprio Pernambuco) com o objetivo de derrubar a monarquia portuguesa. Frei Caneca, que se tornou o principal ativista da insurreição, foi capturado e fuzilado após a derrota dos revoltosos.

Com a Proclamação da República em 1889, Pernambuco voltou a se tornar um importante produtor de cana-de-açúcar e recebeu investimentos de infraestrutura para alavancar o desenvolvimento industrial. Entretanto, com o tempo Recife acabou tendo um crescimento desordenado, chegando a se tornar uma das piores cidades para se viver nas décadas de 1980 e 1990.

Atualmente, Pernambucano tem cerca de 8,8 milhões de habitantes e é uma das principais economias da região Nordeste do País.

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Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pernambuco
http://citybrazil.uol.com.br/pe/historia-do-estado


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