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	<title>História Brasileira</title>
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	<description>Toda a história do Brasil em um site!</description>
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		<title>A Degola e Execuções Durante a Revolução Federalista</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Jun 2012 16:56:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonio Gasparetto Junior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil República]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>À época da Revolução Federalista, o marechal Floriano Peixoto ocupava o cargo de Presidente do Brasil. Sua primeira medida sobre o que acontecia no Rio Grande do Sul foi enviar tropas federais ao estado para apoiar Júlio de Castilhos. As tropas foram chamadas de legalistas e se dividiram em três fontes de combate. O governador [...]</p><p>O post <a href="http://www.historiabrasileira.com/brasil-republica/a-degola-e-execucoes-durante-a-revolucao-federalista/">A Degola e Execuções Durante a Revolução Federalista</a> apareceu primeiro em <a href="http://www.historiabrasileira.com">História Brasileira</a>.</p>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt">À época da <a title="Revolução Federalista" href="http://www.historiabrasileira.com/brasil-republica/revolucao-federalista/">Revolução Federalista</a>, o marechal Floriano Peixoto ocupava o cargo de Presidente do Brasil. Sua primeira medida sobre o que acontecia no Rio Grande do Sul foi enviar tropas federais ao estado para apoiar Júlio de Castilhos. As tropas foram chamadas de legalistas e se dividiram em três fontes de combate. O governador gaúcho, por sua vez, convocou também a polícia estadual para defender seu governo. Vários combates foram travados daí em diante.</p>
<p>Durante o conflito, houve um momento em que a prática da <strong>degola</strong> foi utilizada extremamente. Ambos os lados da disputa fizeram uso do recurso. O recurso foi atribuído, inicialmente, a <strong>Adão Lotorre</strong>, um coronel do lado dos <a title="Maragatos" href="http://www.historiabrasileira.com/revolucao-federalista/maragatos/">maragatos</a>, que teria executado cerca de 300 opositores às margens do Rio Negro. Mas esse argumento que foi propagado é equivocado, pois as fontes demonstram que o número apontado refere-se a um número total de vítimas por motivos diversos no combate. Efetivamente, o número de degolados estaria em torno de 23 homens, sendo que este grupo era formado por indivíduos publicamente reconhecidos pelos seus atos contra os federalistas. Todavia, a resposta foi muito mais extremada. Se os maragatos haviam degolado 23 homens, os chimangos revidaram degolando 250 maragatos no chamado <em>Combate do Boi Preto</em>.</p>
<p>Assim, a degola acabou se tornando execução comum durante a Revolução Federalista. De tanto se utilizar o recurso, acabou sendo banalizado e ocorrendo com zombarias e humilhações. Algumas vezes, a prática era precedida ainda por castração. Ou seja, difundiu-se um costume de extrema selvageria durante o confronto. Costume que se expandia à cada vez que se buscava a retaliação. Como as tropas não tinham capacidade de manter prisioneiros, a punição que melhor atendia era a execução rápida que as degolas permitiam. Ao fim do combate, centenas de homens morreram vitimados por tais atos de selvageria.</p>
<p><em>Fonte:<br />
</em><a href="http://www.inicepg.univap.br/cd/INIC_2010/anais/arquivos/0299_0106_01.pdf">http://www.inicepg.univap.br/cd/INIC_2010/anais/arquivos/0299_0106_01.pdf</a></div>
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		<title>O Início da Revolução Federalista</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Jun 2012 16:54:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonio Gasparetto Junior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil República]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Logo após a Proclamação da República no Brasil, houve um movimento no Rio Grande do Sul chamado de Revolução Federalista. A revolta ocorreu, em linhas gerais, por causa da instabilidade política e pelo interesse do estado em conquistar maior autonomia. Os gaúchos fundaram, em 1892, o Partido Federalista do Rio Grande do Sul que defendia [...]</p><p>O post <a href="http://www.historiabrasileira.com/brasil-republica/o-inicio-da-revolucao-federalista/">O Início da Revolução Federalista</a> apareceu primeiro em <a href="http://www.historiabrasileira.com">História Brasileira</a>.</p>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt">Logo após a <a title="Proclamação da República" href="http://www.historiabrasileira.com/brasil-republica/proclamacao-da-republica/">Proclamação da República</a> no Brasil, houve um movimento no Rio Grande do Sul chamado de <strong><a title="Revolução Federalista" href="http://www.historiabrasileira.com/brasil-republica/revolucao-federalista/">Revolução Federalista</a></strong>. A revolta ocorreu, em linhas gerais, por causa da instabilidade política e pelo interesse do estado em conquistar maior autonomia. Os gaúchos fundaram, em 1892, o <strong>Partido Federalista do Rio Grande do Sul</strong> que defendia um governo parlamentarista e a revisão da Constituição brasileira, que havia sido atualizada no ano anterior, em 1891. Entretanto, tais interesses chocavam-se diretamente com a realidade estabelecida no estado, que assumia a legitimidade de um governo presidencialista de inspiração positivista.</p>
<p>Assim, o Rio Grande do Sul se viu tomado por dois grupos políticos antagônicos no início da República brasileira. De tal forma que não tardou para que as desavenças chegassem ao meio dos conflitos armados. De um lado estavam os maragatos, que defendiam as proposições do Partido Federalista. E, de outro lado, estavam os <strong>chimangos</strong>, apoiadores de <strong>Júlio de Castilhos</strong>, chefe do Partido Republicano no Rio Grande do Sul. O confronto começou com a concentração de tropas do maragato <strong>João Nunes da Silva Tavares</strong> em uma região do Uruguai próxima à cidade brasileira de Bagé. Os maragatos promoveram a dominação da fronteira e exigiram que Júlio de Castilhos fosse deposto. Este havia sido eleito pelo povo, em voto direto. Mas os maragatos queriam sua saída do poder e ainda almejavam a realização de um plebiscito em que a população pudesse escolher pelo tipo de governo que desejavam.</p>
<p>Mas as desavenças que se acentuaram no Rio Grande do Sul logo repercutiram pelo restante do Brasil. Não só a estabilidade da política gaúcha estava em crise, mas ameaçava também toda a política nacional. À época, o marechal <strong>Floriano Peixoto</strong> ocupava o cargo de Presidente do Brasil. Sua primeira medida sobre o que acontecia no Rio Grande do Sul foi enviar tropas federais ao estado para apoiar Júlio de Castilhos. Era a defesa da legalidade, ou seja, dar apoio a um governante eleito por voto direto dentro dos preceitos estabelecidos pela Constituição brasileira que havia sido promulgada em 1891. Por esse motivo, as tropas foram chamadas de legalistas e se dividiram em três fontes de combate, uma ao norte do estado, uma marchando em sentido à capital e outra para atacar a região central do Rio Grande do Sul. O governador gaúcho, por sua vez, convocou também a polícia estadual para defender seu governo.</p>
<p>A partir daí, seguiram-se uma série de conflitos entre maragatos e chimangos, estes apoiados pelas tropas legalistas. Sendo que no primeiro confronto, em 1893, a vitória foi dos maragatos.</p>
<p><em>Fonte:</em></p>
<p><a href="http://www.historia.ufpr.br/monografias/2009/2_sem_2009/marcelo_silva_echeverria.pdf">http://www.historia.ufpr.br/monografias/2009/2_sem_2009/marcelo_silva_echeverria.pdf</a></div>
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		<title>Legados da Revolução Constitucionalista de 1932</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Jun 2012 18:57:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonio Gasparetto Junior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil República]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Em 1930, o gaúcho Getúlio Vargas assumiu o governo do Brasil através de um golpe de Estado conhecido como Revolução de 1930. O evento daquele ano mudava o panorama oligárquico que era vigente ao longo do período chamado de Primeira República no país, no qual os produtores de café haviam conquistado grande poder político. Os [...]</p><p>O post <a href="http://www.historiabrasileira.com/brasil-republica/legados-da-revolucao-constitucionalista-de-1932/">Legados da Revolução Constitucionalista de 1932</a> apareceu primeiro em <a href="http://www.historiabrasileira.com">História Brasileira</a>.</p>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt">Em 1930, o gaúcho <a title="Getúlio Vargas" href="http://www.historiabrasileira.com/biografias/getulio-vargas/">Getúlio Vargas</a> assumiu o governo do Brasil através de um golpe de Estado conhecido como <a title="Revolução de 1930" href="http://www.historiabrasileira.com/brasil-republica/revolucao-de-1930/">Revolução de 1930</a>. O evento daquele ano mudava o panorama oligárquico que era vigente ao longo do período chamado de Primeira República no país, no qual os produtores de café haviam conquistado grande poder político. Os paulistas e os mineiros representavam os dois estados dominantes no jogo de influências política, porém os mineiros apoiaram o movimento de Getúlio Vargas pela tomada de poder, o que acabou rompendo com um momento da história do país.</p>
<p>Ao tomar o poder, Getúlio Vargas iniciou um governo de cunho provisório. Neste, estabeleceu uma série de medidas que mudava o panorama político e administrativo do Brasil, só que entre suas mudanças, o estado de São Paulo foi pouco favorecido. Acostumados com o grande poder antes do governo de Vargas, os paulistas estavam descontentes com o próprio golpe que colocara o gaúcho no comando do país e com as sanções que vinham sofrendo. Getúlio Vargas excluía os paulistas dos processos de decisão sobre o futuro do Brasil e nomeava interventores no estado que incomodavam profundamente com políticos de São Paulo.</p>
<p>Não demorou muito para que os paulistas iniciassem um movimento de contestação ao governo do gaúcho Getúlio Vargas. Estudantes se manifestaram e criaram grupos revolucionários com o verdadeiro intuito de derrubar o presidente. Ainda em 1930, ocorreu um caso emblemático para os revolucionários. Quatro jovens revolucionários paulistas foram assassinados ao tentar invadir a sede da Liga Revolucionária em São Paulo, um grupo que apoiava o golpe de Vargas. Esses jovens eram conhecidos como Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo. As iniciais de seus nomes acabaram batizando um dos principais grupos revolucionários para a derrubada do presidente, o MMDC.</p>
<p>A onda revolucionária comandada pelos paulistas cresceu gradativamente até atingir o ápice em 1932, quando foi instaurada no país uma verdadeira guerra civil. Os paulistas queriam que Getúlio Vargas promulgasse uma nova Constituição para o Brasil, fazendo com que seu governo deixasse de ser provisório e se preparasse para novas eleições para presidência do país. Getúlio Vargas tentou apaziguar os ânimos dos paulistas, nomeando-os para a Assembleia Constituinte que convocara antes do início dos conflitos, mas não foi suficiente. O conflito armado entre os grupos revolucionários paulistas e as tropas do exército federal realmente eclodiu. Seguiram-se vários combates intensos, banhados por sangue e com numerosas mortes. Além dos combates que foram travados no estado de São Paulo, epicentro do confronto, também houve conflitos nos estados do Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. Em todos os locais o governo federal demonstrou sua superioridade militar e esmagou os revoltosos paulistas. Encerrando o conflito.</p>
<p>Os paulistas contaram oficialmente 634 mortos, mas este número certamente é equivocado, pois tratou-se do maior conflito militar da história do Brasil. O <strong>Legado da Revolução Constitucionalista de 1932</strong> foi iniciar o processo de democratização do país. Embora os paulistas tenham sido derrotados militarmente, venceram politicamente. No ano seguinte, 1933, as mulheres conquistaram o direito de votar e, em 1934, foi promulgada uma nova Constituição. As fraudes eleitorais deixaram de ser práticas comuns na política brasileira e Getúlio Vargas se reconciliou com os paulistas. Em São Paulo, a <a title="Revolução Constitucionalista de 1932" href="http://www.historiabrasileira.com/era-vargas/revolucao-constitucionalista-de-1932/">Revolução Constitucionalista de 1932</a> é lembrada e celebrada como grande conquista do estado e da democracia.</p>
<p><em>Fonte:</em></p>
<p>VILLA, Marcos Antônio. 1932: Imagens de uma Revolução. São Paulo: Imprensa Oficial, 2008.</p></div>
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		<item>
		<title>Os Combates da Revolução Constitucionalista de 1932</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Jun 2012 12:36:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonio Gasparetto Junior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil República]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>A Revolução Constitucionalista de 1932 foi um combate contra o governo provisório brasileiro exercido por Getúlio Vargas desde que tomou o poder em 1930. O movimento de insatisfação foi liderado pelo estado de São Paulo, que sofria com sansões do governo e tinha perdido espaço político com a presença do gaúcho Getúlio Vargas no poder. [...]</p><p>O post <a href="http://www.historiabrasileira.com/brasil-republica/os-combates-da-revolucao-constitucionalista-de-1932/">Os Combates da Revolução Constitucionalista de 1932</a> apareceu primeiro em <a href="http://www.historiabrasileira.com">História Brasileira</a>.</p>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt">A <strong><a title="Revolução Constitucionalista de 1932" href="http://www.historiabrasileira.com/era-vargas/revolucao-constitucionalista-de-1932/">Revolução Constitucionalista de 1932</a></strong> foi um combate contra o governo provisório brasileiro exercido por Getúlio Vargas desde que tomou o poder em 1930. O movimento de insatisfação foi liderado pelo estado de São Paulo, que sofria com sansões do governo e tinha perdido espaço político com a presença do gaúcho Getúlio Vargas no poder. Assim, os desentendimentos se tornaram um conflito armado de grandes proporções exigindo a promulgação de uma nova Constituição para o Brasil.</p>
<p>Os combates começaram ainda antes de 1932 através da ação de grupos revolucionários paulistas. O movimento mais emblemático foi o chamado <strong><a title="MMDC" href="http://www.historiabrasileira.com/brasil-republica/mmdc/">MMDC</a></strong>, que treinava os revolucionários com técnicas de guerrilha para enfrentar o governo. Aliás, o nome do movimento, MMDC, fazia referência a quatro jovens revolucionários paulistas que foram assassinatos em combate contra tropas da Liga Revolucionária, uma célula de apoio ao governo de Vargas em São Paulo. Os quatro jovens que morreram na ocasião desse combate eram conhecidos como Martins, Miragaria, Dráusio e Camargo, o que resultou na sigla MMDC.</p>
<p>Durante a Revolução Constitucionalista de 1932 ocorreram vários combates. Houve uma crescente no enfrentamento com o governo que estabeleceu uma guerra civil no país. O palco principal da guerra, para os paulistas, era o <strong>Vale do Paraíba</strong>, principal acesso ao Rio de Janeiro. Os paulistas pretendiam dominar a cidade de Resende, mas não conseguiram avanças e, na verdade, tiveram que alterar a estratégia pensando apenas na defesa. O combate na região demonstrou a força do exército de Getúlio Vargas.</p>
<p>Pelo <strong>leste paulista</strong>, os revolucionários de São Paulo invadiram o estado de Minas Gerais desencadeando mais uma série de combates com muitas mortes. Mais uma vez, o exército de Vargas foi superior e forçou o recuo dos paulistas. O <strong>sul</strong> do estado de São Paulo era a região mais desguarnecida dos paulistas e principal ponto de ação das tropas federais. Assim, o exército de Vargas não teve muitas dificuldades para derrotar os revolucionários paulistas na região e avançar pelo estado.</p>
<p>O estado de <strong>Mato Grosso do Sul</strong>, que na época era chamado somente de Mato Grosso, foi o maior aliado dos paulistas e resistiu bravamente aos conflitos. Conseguiu dominar a região estratégica de Porto Murtinho por quase dois meses. Mas, depois, também sucumbiu ao poderio do exército federal. Outro estado que também foi ativo no conflito foi o <strong>Rio Grande do Sul</strong>. Inicialmente, posicionou-se contrário ao gaúcho Getúlio Vargas, porém grupos armados do estado se organizaram para apoiar o governo do presidente e seu exército. Os apoiadores de Vargas marcharam para impedir o avanço de tropas paulistas e esmagaram os revolucionários em combate. Por fim, houve também um combate na <strong>região central de São Paulo</strong>, em Botucatu, que contou com a participação ativa até da Igreja Católica, a qual doou dinheiro e organizou um batalhão para combate. Mas também foi derrotado.</p>
<p><strong>Os Combates da Revolução Constitucionalista de 1932</strong> fizeram muito uso de aviões. Os legalistas os usavam para bombardear as posições rebeldes e fragmentar a estrutura que os revolucionários haviam preparado para enfrentar o governo. Em geral, o exército federal estava muito mais preparado para o combate e venceu as tropas revolucionárias seguidamente.</p>
<p><em>Fonte:</em><br />
VILLA, Marcos Antônio. 1932: Imagens de uma Revolução. São Paulo: Imprensa Oficial, 2008.</div>
<p>O post <a href="http://www.historiabrasileira.com/brasil-republica/os-combates-da-revolucao-constitucionalista-de-1932/">Os Combates da Revolução Constitucionalista de 1932</a> apareceu primeiro em <a href="http://www.historiabrasileira.com">História Brasileira</a>.</p>]]></content:encoded>
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		<title>MMDC</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Jun 2012 12:36:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonio Gasparetto Junior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil República]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>MMDC é o nome de um levante revolucionário paulista que precedeu a Revolução Constitucionalista de 1932. Em 1930, Getúlio Vargas acabou com o modelo oligárquico republicano que existia desde a proclamação através de um golpe que ficou conhecido como Revolução de 1930. Seria o início de um longo período de 15 anos de permanência do [...]</p><p>O post <a href="http://www.historiabrasileira.com/brasil-republica/mmdc/">MMDC</a> apareceu primeiro em <a href="http://www.historiabrasileira.com">História Brasileira</a>.</p>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><strong>MMDC</strong> é o nome de um levante revolucionário paulista que precedeu a <a title="Revolução Constitucionalista de 1932" href="http://www.historiabrasileira.com/era-vargas/revolucao-constitucionalista-de-1932/">Revolução Constitucionalista de 1932</a>.</p>
<p>Em 1930, Getúlio Vargas acabou com o modelo oligárquico republicano que existia desde a proclamação através de um golpe que ficou conhecido como Revolução de 1930. Seria o início de um longo período de 15 anos de permanência do político gaúcho na liderança do governo brasileiro. Todavia, esse período não seria calmo, mas repleto de discordâncias e circunstâncias que o próprio Vargas utilizaria para se manter no poder.</p>
<p>O governo de Getúlio Vargas, inicialmente, não era regido por uma Constituição formal, pois, ao tomar o poder, teve início um governo provisório que procurava romper com a oligarquia e implantar novas relações no Estado. Obviamente, São Paulo, que era um dos estados proeminentes no jogo de poder, não ficou satisfeito com a ascensão de Vargas e a reordenação que fazia do Brasil. Getúlio Vargas, inclusive, estabeleceu uma série de sansões aos paulistas, aumentando o descontentamento dos políticos provenientes daquele estado. Foi assim que logo começaram as primeiras manifestações contra o governo de Vargas. Os estudantes paulistas prepararam manifestações que ocorreram na capital do estado e o clima de revolta foi se expandindo.</p>
<p>Um momento crítico da manifestação dos estudantes paulistas contra o governo de Getúlio Vargas aconteceu no dia 23 de maio ainda do ano de 1930. As dependências de uma célula apoiadora da Revolução de 1930 em São Paulo, chamada <strong>Liga Revolucionária</strong>, foi invadida por jovens opositores do governo do momento. Houve um combate que resultou na morte de quatro jovens paulistas: <strong>Mario</strong> <strong>Martins de Almeida</strong>, <strong>Euclides Miragaia</strong>, <strong>Dráusio Marcondes de Sousa</strong> e <strong>Antônio Camargo de Andrade</strong>. Os jovens paulistas revolucionários eram conhecidos respectivamente como <strong>Martins</strong>, <strong>Miragaia</strong>, <strong>Dráusio</strong> e <strong>Camargo</strong>. As iniciais de seus nomes gerariam o movimento conhecido como <strong>MMDC</strong>.</p>
<p>O <strong>MMDC</strong> foi o movimento clandestino que oferecia treinamento de guerrilha aos paulistas. Prestando homenagem e tomando como nome as iniciais dos quatro jovens assassinados pela organização que apoiava o governo de Getúlio Vargas em São Paulo, o <strong>MMDC</strong> procurava organizar um movimento consistente e treinado militarmente para enfrentar o governo nacional com fins de conseguir a derrubada do presidente.</p>
<p>Além dos quatro jovens mortos em maio de 1930, houve outro, <strong>Orlando de Oliveira Alvarenga</strong>, que ficou gravemente ferido no confronto, mas só faleceu três meses depois. Por este motivo, é possível também encontrar a sigla <strong>MMDCA</strong> para representar o levante revolucionário. De toda forma, o certo é que o movimento revolucionário que se inspirou na morte dos jovens para definir seu nome desencadeou uma onda crescente de manifestações e enfrentamentos ao governo que culminou com os combates da Revolução Constitucionalista de 1932.</p>
<p><em>Fontes:</em><br />
<a href="http://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=3732320">http://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=3732320</a><br />
<a href="http://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&amp;lr=&amp;id=qg8VtfL00nwC&amp;oi=fnd&amp;pg=PT10&amp;dq=MMDC+paulista&amp;ots=QoJuEkuF00&amp;sig=wGsbV5tNl7TG3HdDUG0yyEpR848#v=onepage&amp;q=MMDC%20paulista&amp;f=false">http://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&amp;lr=&amp;id=qg8VtfL00nwC&amp;oi=fnd&amp;pg=PT10&amp;dq=MMDC+paulista&amp;ots=QoJuEkuF00&amp;sig=wGsbV5tNl7TG3HdDUG0yyEpR848#v=onepage&amp;q=MMDC%20paulista&amp;f=false</a></div>
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		<title>Antecedentes da Revolução Constitucionalista de 1932</title>
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		<pubDate>Mon, 28 May 2012 17:24:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonio Gasparetto Junior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil República]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Quando Getúlio Vargas assumiu a presidência do Brasil em 1930, encerrou um capítulo da história republicana no país. A ascensão do político gaúcho representou o fim das oligarquias no comando político, fato que só foi conquistado através de um golpe. Getúlio Vargas havia perdido a eleição presidencial do ano anterior para Júlio Prestes, mas, apoiado [...]</p><p>O post <a href="http://www.historiabrasileira.com/brasil-republica/antecedentes-da-revolucao-constitucionalista-de-1932/">Antecedentes da Revolução Constitucionalista de 1932</a> apareceu primeiro em <a href="http://www.historiabrasileira.com">História Brasileira</a>.</p>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt">Quando <a title="Getúlio Vargas" href="http://www.historiabrasileira.com/biografias/getulio-vargas/">Getúlio Vargas</a> assumiu a presidência do Brasil em 1930, encerrou um capítulo da história republicana no país. A ascensão do político gaúcho representou o fim das oligarquias no comando político, fato que só foi conquistado através de um golpe. Getúlio Vargas havia perdido a eleição presidencial do ano anterior para Júlio Prestes, mas, apoiado por grupos opositores, marchou partindo do Rio Grande do Sul para tomar o poder no Rio de Janeiro.</p>
<p>O governo de <strong>Getúlio Vargas</strong> iniciou uma nova fase republicana, mas teve desdobramentos que culminariam em situações extremas, incluindo combates armados. Getúlio instalou uma ditadura no país, suspendendo a Constituição, dissolvendo os congressos e nomeando interventores federais nos estados, menos em Minas Gerais. Além da centralização política, o novo governante também impôs a centralização econômica, sendo que todas as negociações com capital estrangeiro eram obrigadas a passar pelo Banco do Brasil. Os oposicionistas foram exilados e seus veículos de publicação fechados. O presidente de São Paulo foi preso e o estado passou a ser governado somente por interventores federais.</p>
<p>São Paulo, estado com forte poder oligárquico e que representava um dos grupos dominantes na república antes de Getúlio Vargas assumir o poder, ficou claramente irritado com as restrições que vinha recebendo. A primeira manifestação dos paulistas foi um comício para cerca de 200 mil pessoas na Praça da Sé, em 1932. A insatisfação era grande, pois os paulistas não tinham autonomia nem para governar seu próprio estado. Assim, partidos políticos de São Paulo se uniram para exigir uma nova Constituição.</p>
<p>No cenário que caracterizou os eventos <strong>antecedentes da Revolução Constitucionalista de 1932</strong>, um fato foi muito significativo e estopim para o acirramento dos desentendimentos entre políticos paulistas e governo federal. Esse fato foi a morte de cinco jovens pertencentes à <strong>Liga Revolucionária</strong> no centro da cidade de São Paulo, assassinados por partidários da ditadura. Os jovens eram conhecidos como <strong>Martins</strong>, <strong>Miragaia</strong>, <strong>Dráusio</strong> e <strong>Camargo</strong>. Em função do assassinato e das iniciais de seus nomes, surgiu um movimento de oposição ao governo federal conhecido como <strong>MMDC</strong>. A partir daí, diversos setores da sociedade se uniram e se mobilizaram no luta por uma nova Constituição.</p>
<p>A união de diversos grupos gerou a trama armada para derrubada do governo de Getúlio Vargas. Os manifestantes queriam um país mais democrático, com direitos garantidos em uma nova Constituição. Getúlio Vargas chegou a convocar uma Assembleia Nacional Constituinte, em 9 de julho de 1932, mas a insatisfação já era grande e as desavenças muito claras. Algumas medidas apaziguadoras do chamado Governo Provisório, como esta, não foram suficientes para evitar o conflito que já vinha sendo tramado contra o governo federal. São Paulo logo deu início ao movimento revolucionário armado que culminou em uma pesada guerra civil no país.</p>
<p><em>Fonte:</em></p>
<p>VILLA, Marcos Antônio. 1932: Imagens de uma Revolução. São Paulo: Imprensa Oficial, 2008.</p></div>
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		<title>Causas da Guerra de Canudos</title>
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		<pubDate>Tue, 22 May 2012 13:13:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonio Gasparetto Junior</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Canudos surgiu ainda no século XVIII como um arraial nos arredores da Fazenda Canudos, localizada às margens do rio Vaza-Barris. Logo constituiu-se em uma pequena aldeia no nordeste brasileiro. Seu crescimento se mostrou notável com a chegada de Antônio Conselheiro em 1893, quando passou a contar com cerce de 25 mil habitantes. Antônio Conselheiro era [...]</p><p>O post <a href="http://www.historiabrasileira.com/brasil-republica/causas-da-guerra-de-canudos/">Causas da Guerra de Canudos</a> apareceu primeiro em <a href="http://www.historiabrasileira.com">História Brasileira</a>.</p>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><strong>Canudos</strong> surgiu ainda no século XVIII como um arraial nos arredores da Fazenda Canudos, localizada às margens do rio Vaza-Barris. Logo constituiu-se em uma pequena aldeia no nordeste brasileiro. Seu crescimento se mostrou notável com a chegada de <a title="Antônio Conselheiro" href="http://www.historiabrasileira.com/biografias/antonio-conselheiro/"><strong>Antônio</strong> <strong>Conselheiro</strong></a> em 1893, quando passou a contar com cerce de 25 mil habitantes. Antônio Conselheiro era o apelido do homem de nome Antônio Vicente Mendes Maciel, um cearense proveniente de uma família tradicional que era comerciante, professor e advogado prático nos sertões. Quando sua esposa o abandonou, sua vida mudou por completo. Ao ficar só, passou a vagar pelos sertões durante 25 anos de sua vida. Tornou-se um homem respeitado por suas convicções, o que atraiu milhares de seguidores. Quando a República foi proclamada no Brasil, defendeu que tal modo de governo era uma materialização do reino anticristão na Terra e que isso demonstrava a proximidade do fim do mundo.</p>
<p>A chegada de Antônio Conselheiro em Canudos, em 1893, logo o tornou líder do arraial que ganhou significativo incremento populacional. O local foi rebatizado pelo novo líder como Belo Monte e o local ganhou certa independência. Esta independência incomodou profundamente a imprensa, o clero e os latifundiários da região. Além disso, o crescente fluxo de pessoal para o local, levando valores financeiros e ideológicos para o local também pesaram sobremaneira no desagrado. Assim, os opositores de Antônio Conselheiro criaram uma imagem através da imprensa de um líder monarquista, um homem perigoso que servia interesses internacionais enquanto tentava resgatar o antigo regime no Brasil. Rapidamente a opinião pública foi manipulada em favor da imagem construída, preparando o terreno para um combate direto contra os habitantes de Canudos.</p>
<p>O governo republicano estava muito incomodado com as ideias que vinham sendo propagadas por Antônio Conselheiro e, além de construir uma imagem negativa do líder de Canudos, desejava encerrar rapidamente a questão, mas precisava de dinheiro para isso. Para piorar, ex-escravos que vagavam pelo sertão sem oportunidades de trabalho foram recebidos por Antônio Conselheiro e passaram a integrar sua comunidade igualmente. Ou seja, menos pessoas que pagariam impostos à República. O ano de 1896 marcou o estopim da <a title="Guerra de Canudos" href="http://www.historiabrasileira.com/brasil-republica/guerra-de-canudos/">Guerra de Canudos</a>, quando Antônio Conselheiro comprou madeira de Juazeiro para construir uma nova igreja, mas a encomenda não foi entregue. Seus seguidores ameaçaram buscar a madeira à força, postura que levou a cidade de Juazeiro a pedir reforço do governo baiano. Este, por sua vez, auxiliou enviando um destacamento de cem soldados para Juazeiro, os quais permaneceram na cidade durante vários dias sem nenhuma ameaça. No dia 24 de novembro, o destacamento partiu sentido Canudos e foram surpreendidos por um grupo de seguidores de Antônio Conselheiro perto de Uauá, o que resultou na morte de muitos conselheiristas.</p>
<p>Esse primeiro combate foi considerado como ofensiva oficial dos habitantes de Canudos. Embora tenham morrido apenas oito militares, o exército se retirou para preparar novas expedições contra o vilarejo e aproveitar a situação para fortalecer a ideia de perigo oferecido por Antônio Conselheiro e seus seguidores perante a opinião pública. Resultando em um conflito que se estenderia até outubro de 1897.</p>
<p><em>Fonte:</em><br />
CUNHA, Euclides da. Os Sertões &#8211; Campanha de Canudos. Rio de Janeiro: Laemmert, 1902.</div>
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		<title>Caras Pintadas</title>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2012 13:48:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonio Gasparetto Junior</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Os Caras Pintadas foi um importante movimento estudantil ocorrido em 1992 no Brasil. Após um longo período de 21 anos, finalmente chegou ao fim no Brasil a Ditadura Militar. Em 1985, foi eleito o primeiro presidente civil do país. Entretanto, como o processo ainda era de transição entre o regime autoritário que durou tanto tempo [...]</p><p>O post <a href="http://www.historiabrasileira.com/brasil-republica/caras-pintadas/">Caras Pintadas</a> apareceu primeiro em <a href="http://www.historiabrasileira.com">História Brasileira</a>.</p>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt">Os <strong>Caras Pintadas</strong> foi um importante movimento estudantil ocorrido em 1992 no Brasil.</p>
<p>Após um longo período de 21 anos, finalmente chegou ao fim no Brasil a Ditadura Militar. Em 1985, foi eleito o primeiro presidente civil do país. Entretanto, como o processo ainda era de transição entre o regime autoritário que durou tanto tempo e o retorno de um sistema democrático, o presidente foi eleito pelo Colégio Eleitoral, ainda sem a verdadeira participação do povo na decisão. Completando esse processo de transição, foi promulgada a nova Constituição brasileiro, em 1988, e, em 1989, finalmente os brasileiros votaram para eleger o Presidente da República, fato que ocorrera pela última vez na eleição do presidente Jânio Quadros.</p>
<p>Após as disputas eleitorais de 1989, sagrou-se como vencedor o candidato <strong>Fernando Collor de Mello</strong>. O novo presidente era um jovem político que prometia caçar os corruptos e apresentava uma imagem de renovação, o que cativou o povo brasileiro. Todavia, a prática de seu governo demonstrou uma realidade muito diversa do que pregava em seus discursos. Logo após assumir a presidência, em 1990, Fernando Collor de Mello já começou a receber críticas pela forma que ganhou a eleição, sendo acusado de manipulação da opinião pública. A situação ficou ainda pior com o desenrolar de seu governo. Para contar os altos índices inflacionários da época, Collor tomou medidas radicais, mudando a moeda nacional, criando impostos, reduzindo incentivos e, principalmente, confiscando o dinheiro na poupança dos brasileiros. Tudo isso fez parte do chamado Plano Collor e tudo isso desagradou muito a população brasileira.</p>
<p>A situação do governo de Fernando Collor de Mello ficou ainda pior quando, no início de 1992, seu próprio irmão, <strong>Pedro Collor de</strong> <strong>Mello</strong>, fez uma denúncia de corrupção no governo presidencial. O volume de acusações introduziu uma grave crise governamental e o presidente foi acusado de enriquecimento ilícito, evasão de divisas e tráfico de influência. O somatório de crimes irritou a população, já descontente com as medidas implementadas pelo Plano Collor. Assim, iniciou-se uma campanha pela ética na política e os estudantes começaram a se organizar para protestos contra o governo.</p>
<p>Enquanto era instalada uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para averiguar as denúncias contra o presidente Fernando Collor de Mello, os estudantes promoveram o movimento <strong>Caras Pintadas</strong>. Este ocorreu nos meses iniciais de 1992, logo após as denúncias de corrupção. A CPI julgava o caso e os estudantes se manifestavam exigindo o impeachment do presidente em exercício no Brasil. O movimento tomou as ruas das principais cidades brasileiras e recebeu esse nome justamente porque os estudantes reuniam-se com seus rostos pintados com as cores da bandeira do Brasil, verde e amarelo, para manifestar contra a corrupção na presidência. No final do ano de 1992, no dia 29 de dezembro, Fernando Collor de Mello renunciou ao seu cargo na expectativa de manter seus direitos políticos. No entanto, a pressão do movimento dos <strong>Caras Pintadas</strong> foi tamanho que o Congresso Nacional se sentiu forçado a julgar o caso e realmente concluir pela deposição do presidente, que foi substituído por seu vice, <strong>Itamar Franco</strong>.</p>
<p><em>Fonte:</em><br />
<a href="http://www.historiagora.com/dmdocuments/poltica_e_participao_juvenil_cp.pdf">http://www.historiagora.com/dmdocuments/poltica_e_participao_juvenil_cp.pdf</a></div>
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		<title>Bombardeio de Salvador de 1912</title>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2012 13:46:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonio Gasparetto Junior</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>O Bombardeio de Salvador de 1912 foi um dos momentos graves da luta política existente entre as oligarquias da República Velha no Brasil. Quando a República foi proclamada no Brasil, seguiram-se dois governos militares, dos marechais Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto, antes dos civis assumirem a presidência. Passados esses anos, estabeleceu-se no Brasil o [...]</p><p>O post <a href="http://www.historiabrasileira.com/brasil-republica/bombardeio-de-salvador-de-1912/">Bombardeio de Salvador de 1912</a> apareceu primeiro em <a href="http://www.historiabrasileira.com">História Brasileira</a>.</p>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt">O <strong>Bombardeio de Salvador de 1912</strong> foi um dos momentos graves da luta política existente entre as oligarquias da <a title="República Velha" href="http://www.historiabrasileira.com/brasil-republica/republica-velha/">República Velha</a> no Brasil.</p>
<p>Quando a República foi proclamada no Brasil, seguiram-se dois governos militares, dos marechais Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto, antes dos civis assumirem a presidência. Passados esses anos, estabeleceu-se no Brasil o poder de oligarquias políticas que dominou o governo. No início do século XX, o poderio político já estava, sobretudo, nas mãos dos produtores de café, principal produto brasileiro para exportação. Em 1910, ocorreria uma divisão do grupo conservador na Bahia em função das disputas políticas para a presidência da República. Mesmo com os baianos tendo um candidato, Ruy Barbosa, ainda havia uma fragmentação de interesses e parte dos conservadores baianos apoiava o candidato militar Hermes da Fonseca. O cenário era de completa desunião, sendo que mesmo entre os conservadores que apoiavam Hermes da Fonseca também havia divisão. Um desses grupos, e o que saiu vencedor, era liderado por <strong>Seabra</strong>. A vitória de seu grupo nas decisões políticas o tornou muito popular, o que lhe deu boas condições para disputar o governo do estado da Bahia.</p>
<p>O candidato ao governo da Bahia, Seabra, enfrentaria dificuldades para vencer as eleições mesmo com toda a popularidade. Isso porque o modelo eleitoral da época lhe faria vencer no voto popular, mas não lhe garantiria a vitória no poder legislativo, que também votava. Nas eleições estaduais de 1912, Seabra elaborou uma estratégia que consistia em adiar o máximo possível as eleições. Seabra contava com a intervenção do governo federal, que estava nas mãos de Hermes da Fonseca, pois este procurava intervir e manter nos governos estaduais seus aliados políticos. O atraso das eleições fez com que o governador baiano <strong>Araújo Pinho</strong> renunciasse ao cargo por extrapolar o tempo previsto de mandato. Na ocasião, seu sucessor imediato, <strong>Manuel Leôncio Galvão</strong>, também recusou o cargo alegando doença. Para desgosto de Seabra, a situação abriu caminho para <strong>Aurélio Rodrigues Viana</strong> tomar posse. Este era um inimigo declarado de Seabra, os dois eram os líderes dos grupos opositores na disputa política dos grupos oligárquicos que apoiaram Hermes da Fonseca à presidência.</p>
<p>Os opositores de Seabra articularam para que Viana assumisse o governo do estado. Viana alterou por decreto a capital da Bahia para Jequié, sua cidade natal, que, no entanto, era muito atrasada à época. A medida não foi só em função da origem de Viana, mas a transferência da capital para Jequié levava também o poder legislativo para a cidade e, assim, defendia-se da intervenção do governo federal. Naturalmente, os opositores contestaram a medida e acionaram a Justiça Federal para analisar o fato. Entretanto Viana ignorou a sentença, o que criou a situação para um conflito direto.</p>
<p>Com a representatividade política ainda em Salvador, tropas do exército tomaram a cidade para cumprir a decisão judicial e derrubar Viana. Este recebeu um ultimato sobre a situação, mas também ignorou os avisos. Desta forma, às 14 horas do dia 10 de janeiro de 1912 teve início o <strong>Bombardeio de Salvador</strong>. Os primeiros ataques vieram do Forte de São Pedro e do Forte de Barbalho destruindo o que era a sede do governo. Este primeiro ataque foi responsável pela perda de grande parte da história do Brasil, pois o incêndio provocado atingiu a Biblioteca Pública que era também sede do Arquivo Público da Bahia onde era guardada a documentação sobre a primeira capital da história do Brasil. Muitos documentos preciosos e raros foram perdidos para sempre. Para completar, o ataque se seguiu como uma guerra campal culminando com a tomada dos prédios públicos pelo exército e pela marinha. No dia seguinte, Viana renunciou ao cargo, porém retornaria no dia 22 de janeiro do mesmo ano. No dia de sua nova posse, o povo varreu a cidade em protestos e Viana fugiu declarando-se refugiado. Nova renúncia aconteceu no dia 27 de janeiro e, no dia seguinte, ocorreram as eleições que consagraram a vitória de Seabra. Este teria sido o principal articulador do Bombardeio a Salvador e seria seu beneficiário decidindo os rumos da Bahia pelos próximos anos.</p>
<p><em>Fonte:</em><br />
<a href="http://www.ppgh.ufba.br/IMG/pdf/silvia_noronha_sarmento_dissertacao.pdf">http://www.ppgh.ufba.br/IMG/pdf/silvia_noronha_sarmento_dissertacao.pdf</a></div>
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		<title>A Batalha das Toninhas</title>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 16:15:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonio Gasparetto Junior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil República]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>A Batalha das Toninhas aconteceu ao final da Primeira Guerra Mundial. Após muito tempo de progresso na Europa, a disputa imperialista por mercados acabou resultando no primeiro grande conflito do século XX, a Primeira Guerra Mundial. O conflito mudaria os destinos do continente europeu e da humanidade com sangrentas batalhas e o envolvimento de tantos [...]</p><p>O post <a href="http://www.historiabrasileira.com/brasil-republica/a-batalha-das-toninhas/">A Batalha das Toninhas</a> apareceu primeiro em <a href="http://www.historiabrasileira.com">História Brasileira</a>.</p>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt">A <strong>Batalha das Toninhas</strong> aconteceu ao final da Primeira Guerra Mundial.</p>
<p>Após muito tempo de progresso na Europa, a disputa imperialista por mercados acabou resultando no primeiro grande conflito do século XX, a Primeira Guerra Mundial. O conflito mudaria os destinos do continente europeu e da humanidade com sangrentas batalhas e o envolvimento de tantos países que proporcionou o adjetivo mundial à guerra. Os combates duraram entre 1914 e 1918.</p>
<p>A participação brasileira na Primeira Guerra Mundial foi mínima e, hoje, é um tanto quanto ignorada. Embora o Brasil não tenha participado diretamente da guerra, o país enviou navios ao continente europeu que receberam ordens da marinha inglesa. Já bem próximo ao final do conflito mundial, a Marinha do Brasil, que enviara navios da Divisão Naval em Operações de Guerra, recebeu ordens para irem a Gibraltar e patrulhar a região. A ordem foi acompanhada do alerta de que um encouraçado britânico tinha sido naufragado por um submarino alemão na mesma região. Assim, o almirante brasileiro <strong>Pedro Max Fernando Frontin</strong> ficou em alerta com a possibilidade de haver mais submarinos na área.</p>
<p>Ao chegar no Estreito de Gibraltar, o Cruzador Bahia, comandado pelo almirante Pedro Frontin, notou uma estranha movimentação no mar e avistou algo que, segundo ele, seria o periscópio de um submarino alemão. Diante de tal situação, o almirante ordenou um poderoso ataque. No entanto, o que acreditava ser um submarino alemão era, na verdade, um bando de toninhas. A toninha é um cetáceo de águas frias do hemisfério norte e tem uma aparência muito próxima da dos golfinhos. O ataque, contudo, foi pesado e rigoroso. Somente ao término dos disparos e já com muito sangue na água que os marinheiros brasileiros averiguaram que o que atacaram não eram alemães e tampouco oferecia algum perigo.</p>
<p>A <strong>Batalha das Toninhas</strong> é a marca da participação brasileira na Primeira Guerra Mundial. O Brasil foi o único país da América do Sul a participar do conflito, mas tinha problemas internos no próprio exército e uma estrutura militar inadequada para combates. O evento em Gibraltar aconteceu no início de novembro de 1918. Alguns dias depois, a guerra chegou ao fim. O fato é que o incidente com a marinha brasileira foi retirado dos livros e raramente é citado por ter se tornado um fato cômico. Entretanto, a reação dos marinheiros não pode ser completamente criticada, tendo em vista o cenário de alerta de submarinos que lhes foi apresentado antes de chegar ao estreito de Gibraltar e por casos de naufrágio nos quais navios brasileiros foram efetivamente torpedeados por submarinos alemães.</div>
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