| Por Antonio Gasparetto Junior |
Após esse tempo, com forças e a conjuntura da guerra reestruturada, o líder argentino Bartolomeu Mitre, que comandava também os aliados no momento, apostou numa investida contra Curupaiti objetivando forçar a passagem até Humaitá.
Curupalti foi deixada para trás em 15 de agosto, desta vez sem perdas, por duas divisões de cinco encouraçados. Mas o principal confronto desta ocasião se daria com os canhões da Fortaleza de Humaitá.
O confronto com Humaitá foi bem mais complicado e a operação militar para passar pela fortaleza muito mais extensa. Os aliados foram para o norte onde promoveram a derrubada de São Solano, Vila do Pilar e Tayi. Com a posição tomada às margens do Rio Paraguai, cortaram as comunicações fluviais entre Humaitá e Assunção, promovendo o completo cercamento da Fortaleza de Humaitá.
Bartolomeu Mitre foi afastado do comando das tropas dos aliados em janeiro de 1868, em seu lugar assumiu Duque de Caxias, que fora comandante das tropas também. Foi somente em 25 de julho de 1868, após longa investida e operação militar, que a cercada Humaitá sucumbiu ao ataque dos aliados.
Solano Lopez foi obrigado a deixar Humaitá, a situação ficava cada vez pior. Desde 1865 o Paraguai havia perdido o controle e a possibilidade de tomada da Bacia da Prata, realizando desde então somente uma guerra defensiva. Os aliados, privilegiados com o domínio da Bacia do Prata, promoveram a gradativa invasão do território paraguaio até consolidar a derrubada de Humaitá que colocou o líder paraguaio em fuga. A partir desse momento era questão de tempo o desfecho da guerra.
Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Passagem_de_Humaitá
http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_do_Paraguai#A_invas.C3.A3o_do_Paraguai
| Data de publicação: 21/12/2009 Categorias: Guerra do Paraguai |
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